África

Opinião

Do Mar de Abidjan também se vê a língua portuguesa

Em abril de 1993, a capital económica e administrativa da Costa do Marfim foi palco de uma interminável ronda de conversações para a paz em Angola, que levou a Abidjan delegações do Governo e da UNITA, da troika de observadores, Portugal, Rússia e Estados Unidos, e de dezenas de jornalistas de Portugal e de Angola, para além da estrutura de mediação das Nações Unidas. Durante quase dois meses, a grande metrópole africana de língua oficial francesa foi palco de intensa atividade diplomática em que a língua de Camões, Pepetela ou Mia Couto se sobrepôs ao idioma de Victor Hugo, não tendo faltado até a presença da seleção moçambicana de futebol que, por essa altura, defrontou a congénere marfinense, num jogo de apuramento para o campeonato africano. A festa em bom português contrastou com a copiosa derrota da equipa vinda de Maputo.

Novo coronavírus

Instituto Ricardo Jorge apoia Guiné-Bissau no combate à covid-19

Apoio do Instituto Doutor Ricardo Jorge desde os tempos do ébola foi essencial para dar ao país capacidade de diagnóstico desde o início da pandemia. Mas muitos guineenses não acreditam ainda que o vírus existe, alguns não sabem o que é uma máscara e muitos não respeitam as regras de saúde pública para evitar a propagação do vírus.