11 de Março

Mundo

María San Gil, uma mulher contra Rajoy

Naquele início de tarde, algo terrível iria transformar uma funcionária da autarquia de San Sebástian, numa referência para um dos maiores partidos de Espanha , e na mulher que, muitos anos mais tarde, talvez tenha iniciado o fim da presidência de Mariano Rajoy no Partido Popular (PP). Não foi tanto o que María San Gil fez no momento - correr atrás de um etarra até que, como confessaria mais tarde, disse para si mesma: "O que estou a fazer?" -, mas sim o seu empenho, nos anos que se seguiram, em fazer justiça e política num território, o País Basco, onde os nacionalistas radicais gritavam junto da sua janela: "Assassina, assassina".

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O último guerreiro da Padânia

Alto, desajeitado, pernas um pouco arqueadas, mãos enormes, feições bem marcadas, olhos negros grandes, nariz proeminente, o cabelo recentemente à moda, tipo crista de galo mantida à força de gel e brilhantina, mas usado durante duas décadas como uma cascata de caracóis grandes sobre a testa, o colarinho da camisa sempre desabotoado, mesmo com gravata, curta, a meio do peito, de nó sempre alargado, os sapatos nunca engraxados, as peúgas claras, a dobra demasiado comprida das calças que caem como um saco de batatas sobre os sapatos: Umberto Bossi não tem paciência para se aperaltar, não gosta de se levantar antes do meio-dia, é capaz de marcar entrevistas às duas ou três da manhã.