Uma das casas mais antigas de bicicletas ganha nova vida com o desconfinamento

A Biclas Belém é procurada por muitos lisboetas que pretendem fazer desporto à beira-Tejo.

De frente para a zona ribeirinha, em Belém, há um espaço que se diferencia dos demais. De acordo com o funcionário da loja Biclas Belém, ou BelémBike, Pedro Miguel, este é o "melhor spot de Lisboa". Esta segunda-feira a rotina foi retomada graças ao desconfinamento. As esplanadas recebem os primeiros clientes para beberem a bica da manhã. A via pedonal junto ao rio na zona de Belém é a eleita para começar uma corrida curta pela manhã antes do trabalho.

Com a chegada do bom tempo, já é possível aproveitar para dar uma voltinha de bicicleta para descontrair, com ou sem companhia. É aqui que se encontra um dos três espaços, dos quais Dário Henriques é proprietário. Quer seja em Belém, na Baixa-Chiado ou em Monsanto, o aluguer de bicicletas é sempre uma opção.

A loja, que assume também formato de oficina na zona do Chiado é, de acordo com Pedro Miguel, a "casa mãe" e já conta com vários anos de história, sendo uma referência para os turistas que por lá passam. Monsanto está em processo de abertura ao público e Belém é um recanto para os mais pequenos e para os pais darem uma volta.

Revelando alguma timidez em conversa com o DN, Pedro Miguel, funcionário deste espaço em Belém há mais de dez anos, é bem mais comunicativo com os clientes. "Este é o melhor escritório para se trabalhar", diz, orgulhoso com a paisagem a que quem aprecia o rio Tejo não fica indiferente. A loja conta com 35 equipamentos, desde bicicletas a karts disponibilizados por tempo ilimitado com um valor base de 2,50 euros.

Tendo em conta a pandemia, os negócios familiares e pequenos são os mais prejudicados. No entanto, a ajuda da Junta de Freguesia de Belém, que congelou as rendas durante o confinamento, foi preciosa e vai permitir a manutenção do negócio. "Podia ter sido pior", diz Pedro Miguel, afinal a loja da Baixa-Chiado, a casa mais antiga de aluguer de bicicletas, recheada de turistas, continuou em funcionamento, ainda que a zona de Belém seja a mais requisitada.

Com o desconfinar e o alívio das restrições durante o fim-de-semana, as ruas de Lisboa estão prontas para receber pessoas que queiram praticar desporto, caminhar ou apreciar o outro lado da margem. As margens do rio Tejo começam a ganhar uma nova vida.

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