Treze pandas nascidos este ano foram apresentados ao público

Só este ano já nasceram seis pares de gémeos. Especialistas não encontram explicação para o fenómeno

Treze pandas nascidos este ano, entre estes seis pares de gémeos, foram hoje mostrados ao público pela primeira vez na China, numa iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e de um centro local de investigação.

Com o objetivo de consciencializar para a proteção destes mamíferos, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Centro de Investigação e Criação de Pandas Gigantes de Chengdou, no centro da China, mostraram hoje os animais ao público que se deslocou às instalações desta instituição na capital de Sichuan.

Embora os especialistas ainda não tenham encontrado explicação para o nascimento de tantos pandas gémeos, Hou Rong, um elemento da equipa do centro de Chengdou, considerou poder dever-se à alimentação que a instituição lhes dá.

Um total de 15 pandas, entre estes 12 gémeos, nasceram no centro de Chengdou este ano, estabelecendo um novo recorde devido à baixa fertilidade dos pandas gigantes, já que são sexualmente inativos e as fêmeas engravidam apenas uma vez por ano e parem um máximo de três crias de cada vez.

Menos de dois mil pandas vivem em liberdade nas províncias chinesas de Sishuan, Shaanxi e Gansu, no oeste no país, e cerca de 400 estão em cativeiro.

A população de pandas selvagens cresceu cerca de 16,3% na última década e hoje em dia há 67 reservas naturais para pandas na China, mais 27 que na década passada.

Mesmo assim, o urso panda enfrenta muitos desafios na sua conservação, entre estes a fragmentação do seu habitat fora das reservas naturais e ameaças tradicionais como a caça furtiva, os projetos hidroelétricos, o turismo ou a construção de infraestruturas, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês).

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