Trabalhar como Ronaldo para derrotar a covid-19 no Natal

O internacional português voltou a causar sensação com o bis na estreia pelo Manchester United. O segredo continua a ser o trabalho permanente e devia servir de inspiração para que se lance já mãos à obra na preparação da batalha contra a covid-19 que já se adivinha para o período festivo de Natal e Ano Novo.

Sábado, 11 de setembro

O dia perfeito de Ronaldo. Mais um...

Foi um arranque de sonho para Cristiano Ronaldo, no Teatro dos Sonhos, como é conhecida a casa do Manchester United. Melhor até do que o internacional português imaginou. No primeiro jogo neste regresso aos red devils, Ronaldo voltou a mostrar que não precisa de muitas oportunidades para fazer o que melhor sabe: golos. Foram dois, mais um do que tinha pensado somar nesta estreia, como o próprio admitiu após a vitória sobre o Newcastle. Aos 36 anos, CR7 continua a impressionar não só por manter intacto o instinto goleador, mas também pela forma física que evidencia e que ficou bem patente no sprint a 32,5 km/h que fez no lance do segundo golo. Um dia perfeito. Mais um. Muitos jogadores passam toda a carreira sem o experimentarem sequer uma vez, mas Ronaldo já lhes perdeu a conta. Não é golpe de sorte, é muito trabalho.

Domingo, 12 de setembro

Portugal despede-se de Jorge Sampaio

Portugal despediu-se no domingo de Jorge Sampaio. O antigo Presidente da República foi sepultado no jazigo da família, no cemitério do Alto de São João, depois de uma cerimónia oficial no Mosteiro dos Jerónimos onde se voltaram a ouvir elogios à ação política e social de um político que, nas palavras de António Costa, "soube sempre construir" e que, como assinalou Ferro Rodrigues, serviu a causa pública "com combatividade e enorme generosidade". A emoção dominou toda a cerimónia e também marcou a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa. "Nunca quis ser herói, mas foi, em tantos e tantos dos seus lances de vida, heróico. Daquele heroísmo discreto, mais lírico do que épico, mais doce do que impulsivo. Firme, mas doce. E também por isso o recordamos com doçura. E lhe agradecemos o amor que nunca negou a Portugal, à sua maneira de amar Portugal", sublinhou o Presidente da República.

Segunda-feira, 13 de setembro

Ataque a Ferro investigado

O incidente aconteceu no sábado, mas foi preciso esperar dois dias para a PSP fazer uma participação ao MP e a PGR abrir um inquérito aos insultos dirigidos a Ferro Rodrigues por um grupo de negacionistas da covid-19. Um grupo que, no mínimo, já teria de estar no radar das forças de segurança, principalmente depois da desordem causada numa espera a Gouveia e Melo à porta de um centro de vacinação. Um grupo movido por convicções estafúrdias, persistentemente desmontadas pela evidência científica, mas que encontra refúgio na ausência de escrutínio das redes sociais para continuar a espalhar todo o tipo de notícias falsas e mobilizar quem nelas acredita, empoderando os que se acham no direito de chamar "pedófilo", "ordinário" e "assassino" a alguém sem enfrentar consequências. O direito à manifestação é uma coisa. Calúnia e violência são outras. Cabe à justiça agir nestes casos e quanto mais rápido melhor.

Terça-feira, 14 de setembro

Iphone 13 deu montra a Lisboa

Lisboa esteve em evidência na apresentação da última geração dos telefones da Apple, os Iphone 13, um evento transmitido em streaming a partir da Califórnia e seguido em todo o mundo por milhões de pessoas, com grande eco na imprensa mundial. Para ilustrar algumas das novas funcionalidades dos aparelhos, foram exibidos vídeos gravados no centro da capital portuguesa, na ponte Vasco da Gama, na Aula Magna, entre outros locais. Mesmo que não tenha sido mencionado o nome de Lisboa, não deixou de ser uma montra global para uma cidade que anseia pelo regresso dos turistas, depois do tombo provocado pela pandemia e bem expresso nos últimos números revelados pelo INE: nos primeiros sete meses de 2021, Lisboa registou 1,3 milhões de dormidas, menos 83,3% do que as registadas no mesmo período em 2019, antes da covid-19.

Quarta-feira, 15 de setembro

País no topo da vacinação

Portugal tornou-se na quarta-feira o país com a maior taxa de cobertura da população com vacinação completa contra a covid-19 (81,54%), segundo os dados do site de estatísticas Our World in Data. São mais de 8,2 milhões de pessoas que já concluíram o processo, sendo que nos próximos dias o número deve aumentar substancialmente pois as datas coincidem com a toma da segunda dose por parte de milhares de jovens dos 12 aos 17 anos (até terça-feira, eram 52% nesta faixa etária com vacinação completa e 84% com uma dose). Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação, já fala em vitória sobre a doença: "O processo de vacinação venceu o vírus e agora temos de começar a aprender a reganhar a nossa liberdade e a nossa vida. É isso que temos de fazer, claro que com alguns cuidados. Temos de ser inteligentes".

Quinta-feira, 16 de setembro

Prevenir é olhar já para o Natal

Políticos e especialistas de saúde pública voltaram a encontrar-se no Infarmed para discutir o ponto de situação da pandemia e, desta vez, quase só se ouviram boas notícias, a começar pelo "extraordinário êxito" do processo de vacinação e o impacto que esta teve na redução do número de internados com a doença. Mas também houve alertas, o mais importante dos quais dirigido à altura de Natal e Ano Novo, não só porque são datas em que aumenta bastante a mobilidade e em que um grande número de pessoas se volta a reunir em espaços fechados, mas também porque o período festivo pode coincidir com uma fase de "menor efetividade da vacina", com redução de imunidade nos grupos de risco inoculados no início de 2021. Já nesse sentido, foi defendido que se comece desde já a trabalhar "um plano para eventual necessidade de reforço da vacinação".

Sexta-feira, 17 de setembro

Voltar à escola e os problemas crónicos

Em entrevista ao DN e TSF, publicada no último dia do arranque do ano letivo, Nuno Crato destacou a importância do ensino presencial e a forma com a pandemia o veio reforçar, mesmo que o ensino remoto também fornecido a diretores, professores, alunos e pais novas ferramentas digitais, novos conhecimentos, que terão utilidade em todo o percurso escolar. A falta de funcionários, o envelhecimento e quebra de rendimentos dos professores, o amianto por retirar ou os muitos alunos que começam as aulas sem manuais devido a atrasos na entrega por parte das editoras, são, no entanto, problemas que parecem tornar-se crónicos e que se juntam, claro, à pandemia. Não diminuem a importância do regresso presencial, mas não ajudam a focar desde o primeiro minuto na recuperação das aprendizagens, objetivo central para este ano letivo.

pedro.sequeira@dn.pt

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