Testagem em massa em Lisboa arranca em 31 de março em dez freguesias

Cada munícipe poderá fazer dois testes por mês, referiu Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa.

A Câmara de Lisboa inicia em 31 de março um plano de testagem em massa gratuito, destinado aos residentes das freguesias do concelho com mais de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, foi esta sexta-feira anunciado.

Em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, o presidente da autarquia, Fernando Medina, adiantou que as dez freguesias inicialmente abrangidas pelo plano municipal de testagem são Ajuda, Alvalade, Arroios, Estrela, Marvila, Olivais, São Vicente, Santa Clara, Santa Maria Maior e Santo António.

Os residentes maiores de 16 anos nestes territórios, que registam mais de 120 casos de infeção por 100 mil habitantes, poderão agendar telefonicamente um teste rápido antigénio numa das mais de 100 farmácias do concelho que já aderiu ao plano de testagem, informou o autarca.

Cada munícipe poderá fazer dois testes por mês, referiu o presidente da Câmara, acrescentando que o quadro das freguesias abrangidas será atualizado quinzenalmente, de acordo com a evolução do número de infetados com o novo coronavírus, e vai estar disponível nos sites e redes sociais do município e da Associação Nacional de Farmácias.

"Vamos arrancar com um conjunto de 100 farmácias. Este valor vai crescer até poder atingir as mais de 200 farmácias da cidade de Lisboa", disse.

O objetivo é "monitorizar o desconfinamento gradual, montando um sistema de testagem em massa para acautelar a transmissão do vírus na comunidade e diminuição de contágios", sublinhou Fernando Medina (PS).

Questionado sobre o investimento do município neste plano de testagem, o presidente da autarquia afirmou que "é difícil dar um número exato", uma vez que depende do número de testes e da duração do programa, mas avançou que a primeira estimativa ronda "cerca de 15 milhões de euros".

Este é um "novo pilar de testagem mais massificada", criada em parceria com a Associação Nacional de Farmácias e com as autoridades de saúde, que pretende complementar "aquilo que o país já tem, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as novas regras que serão aplicadas nas empresas, escolas e transportes públicos, considerou.

"Estamos aqui numa fase nova, numa fase exigente, que é a fase de tentarmos fazer todos os nossos esforços para que possamos rapidamente diagnosticar pessoas que possam estar infetadas, para que possam cumprir os seus isolamentos, para que possam entrar no seu período de tratamento e evitarmos o alastramento da doença", acrescentou.

Por isso, a duração do plano não está definida, pois depende de quando o país conseguir alcançar "a chamada imunidade de grupo".

"Nós temos hoje uma situação no país que é uma situação que está controlada, mas sabemos os riscos que um processo de desconfinamento, de mais pessoas em circulação, traz ao possível aumento dos números. E sabemos também que a região de Lisboa é uma região mais sensível relativamente à dimensão da pandemia", advertiu.

Fernando Medina explicou ainda que as farmácias aderentes estão ligadas ao sistema de informação do SNS, pelo que os resultados ficam automaticamente registados e acessíveis às equipas de saúde pública, que contactarão os cidadãos que tiverem um teste positivo.

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