Tem incapacidade permanente e ficou sem vencimento

Mulher com três filhos foi considerada incapaz por vários médicos mas ainda assim foi-lhe atribuído um trabalho

Vários médicos atestam que Ana Cristina Campos sofre de incapacidade permanente, mas ainda assim foi considerada apta para trabalhar pela segurança social. Ana Cristina Campos, de 46 anos, sofre de depressão, transtorno cognitivo, doença osteoarticular degenerativa grave e hérnias discais, segundo o Correio da Manhã.

A Administração Regional de Saúde do Norte considerou que a funcionária do centro de saúde do Olival, em Vila Nova de Gaia, estava "apta para exercício de funções" em julho de 2016 e atribuiu-lhe tarefas de atendimento ao público e "back-office". Quando Ana Cristina não conseguiu cumprir os dias de trabalho a que a lei obriga, ficou sem licença sem vencimento.

Ana Cristina tem três filhos e lamenta que eles sejam os mais prejudicados nesta situação. "Tenho casa para pagar e três filhos para dar de comer. Devo dinheiro a toda a gente", disse a mulher ao CM, em lágrimas. "E não me estão a tirar a mim, estão a tirar aos meus filhos. É isso que me dói."

Segundo a mãe, Maria Campos, Ana Cristina não consegue andar, gagueja e usa fraldas. "Basta olhar para ela. Não sei como querem que vá trabalhar", disse Maria Campos.

A neurologista e o psiquiatra que seguem Ana Cristina defendem respetivamente que ela está "totalmente incapacitada para atividade profissional" e "de forma absoluta, definitiva e permanente incapaz de exercer qualquer função profissional".

Três médicos e duas juntas médicas "concluíram que não existia incapacidade absoluta e permanente para o exercício de funções", no entanto, segundo a Caixa Geral de Aposentações.

A Administração Regional de Saúde do Norte disse ao CM que o caso está "em apreciação".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG