Gouveia e Melo: "Vacina dada no Queimódromo poderá ser nula"

A vacinação naquele centro do Porto está suspensa devido a alegada falha no sistema de frio. Agendamentos previstos serão agora reagendados para outros locais.

A vacinação no Queimódromo do Porto foi suspensa pela coordenação da task force de vacinação para averiguação do cumprimento das normas e procedimentos em vigor, informou a task force em nota enviada às redações.

"Esta decisão decorre de uma alegada falha na cadeia de frio", justifica o comunicado.

"Dadas as características das vacinas contra a covid-19, não é expectável que a falha ocorrida no processo de conservação tenha impacto na saúde dos utentes. O Infarmed está a acompanhar a situação. Na eventualidade de existir alguma suspeita de reação adversa, esta deve ser comunicada através do Portal RAM", pode ler-se.

Os utentes vacinados nos dias 10 e 11 de agosto serão assim contactados pelas entidades de saúde até à próxima semana, no sentido de monitorizar a eficácia das vacinas inoculadas. O coordenador da task force para a vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo, admite mesmo que as vacinas poderão ser consideradas nulas.

"O primeiro efeito da suspensão da vacinação [no Queimódromo do Porto] é ficarmos sem um espaço. Felizmente temos outros que responderam rapidamente e conseguimos reconfigurar a situação para ultrapassar o problema. Não há impacto para a saúde das pessoas. O que poderá acontecer é a vacina ser considerada nula. Isso terá de ser verificado", afirmou aos jornalistas, explicando que a falha "deu-se no frigorífico do Queimódromo".

Segundo a nota, será solicitada uma investigação dos factos à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Noutro âmbito, Gouveia e Melo considerou que Portugal está no "bom caminho". "Portugal é o quarto país da Europa mais vacinado. Acho que estamos no bom caminho. Gostaria de vacinar entre 85 e 90% da população portuguesa e gerar alguma imunidade de grupo", salientou.

Notícia atualizada às 11.24 horas.

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