Sexo em demasia está a matar estes ratos australianos

São verdadeiras maratonas de acasalamento: podem durar até 14 horas e estão literalmente a acabar com a espécie

O Governo australiano acrescentou duas novas espécies de antechinus (ou rato-marsupial-australiano) - a de cauda negra e a de cabeça de prata - à sua lista de espécies ameaçadas de extinção. Além da pressão humano, é o sexo em demasia que está a condenar estes animais à extinção.

Durante a época de acasalamento, que dura de várias semanas a um ano, machos e fêmeas alternam freneticamente de um parceiro para o outro. Nesta espécie não existe um ritual de acasalamento, nem cortejamento: é apenas sexo e com o maior número possível de parceiros.

Os machos só vivem cerca de um ano, e as fêmeas podem chegar aos três anos de vida mas, em média, morrem depois de darem à luz a primeira ninhada.

Devido à intensa atividade sexual, os níveis constantes de testosterona impedem que o hormona do stress se desligue até atingir níveis tóxicos e afetar o sistema imunológico do animal, que acaba por sofrer de hemorragias internas e morrer.

Além do sexo em demasia, a espécie vive igualmente ameaçada pela pressão do ser humano.

"Não é muito sexo. O que está a matar a espécie é a perda do seu habitat e as mudanças climáticas; e talvez o maior impacto sejam as espécies predadoras invasoras, como cães, gatos e ratos", disse à CNN Jeff Corwin, especialista em vida selvagem.

Uma das estratégias para a sobrevivência da espécie é fazê-la migrar para o sul da Austrália, onde as temperaturas são mais baixas, ou então separar machos e fêmeas, algo que os investigadores acreditam que só resultaria se as fêmeas vivessem isoladas dos machos e fossem introduzidas uma de casa vez no convívio com estes.

Já houve uma experiência de castração de machos, que sobreviveram, mas esta estratégia também impede a reprodução da espécie.

Mas como pode, na Natureza, o sexo causar a morte e ser até contraproducente para a sobrevivência de uma espécie?

Os investigadores explicam que muitos animais evoluíram no sentido de maximizar a reprodução, como no caso das cobras que se envolvem em orgias massivas e tão exaustivas que os machos acabam por envelhecer mais rápido e morrer mais cedo.

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