Sete estabelecimentos do Bairro Alto multados por violarem estado de emergência

Clientes no interior, esplanadas abertas para lá das 22.30 e ausência de distanciamento entre mesas entre as infrações detetadas

"Sete estabelecimentos de restauração violaram as medidas de prevenção de contágio da doença covid-19, ao permitirem que clientes consumissem no interior do estabelecimento, ao não encerrarem o serviço de esplanada às 22:30, ao permitirem mais de quatro clientes por mesa no espaço de esplanada e ao não salvaguardarem o distanciamento social entre os clientes de diferentes mesas", referiu a PSP, no comunicado hoje divulgado.

Durante a operação, que fiscalizou 22 estabelecimentos, foram levantados 19 autos de notícia por contraordenação, incluindo os sete espaços comerciais, por desrespeito das normas para evitar a propagação do novo coronavírus.

Segundo a PSP, as coimas aplicadas variam entre os 2.000 e os 20.000 euros, no caso de pessoa coletiva, e entre 200 e 1.000 euros para particulares.

A PSP acrescentou ter ainda levantado 16 autos de notícia de contraordenação "por infrações diversas, incluindo o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores".

A ação policial foi especialmente direcionada às aglomerações de pessoas, utilização dos espaços de esplanadas e a venda de bebidas alcoólicas naquela área de diversão noturna de Lisboa.

"A operação policial dispersou os ajuntamentos nas diversas artérias daquela área e participou infrações", pormenorizou a PSP, no mesmo comunicado.

Segundo a força de segurança, esta foi a última de um ciclo de cinco ações realizadas entre os dias 12 e 16 de abril para verificar o cumprimento das medidas em vigor "por parte dos clientes e dos estabelecimentos de restauração e similares e de ajuntamentos de pessoas nas freguesias de Arroios, Misericórdia, Santo António e Santa Maria Maior".

Além da dispersão de ajuntamentos em diversas áreas, o conjunto das operações resultou em 98 estabelecimentos fiscalizados e 62 infrações verificadas, "sendo que 15 destas infrações são referentes a violações ao atual estado de emergência", indicou a PSP.

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