"Serviços excecionais". Governo inicia processo para atribuir pensão a bombeira morta na A5

Ministério da Administração Interna classificou o ato praticado por Catarina Pedro como ato humanitário ou de dedicação à causa pública

O Governo deu hoje início ao processo para atribuir uma pensão à família da bombeira de Carnaxide, no concelho de Oeiras, que morreu no sábado enquanto prestava auxílio, fora de serviço, às vítimas de um acidente.

A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, proferiu um despacho "qualificando o ato praticado por Catarina Pedro como ato humanitário ou de dedicação à causa pública", adianta a tutela em comunicado.

"Desta forma, foi formalmente dado início ao processo para a eventual concessão de pensão por serviços excecionais e relevantes prestados ao país, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 466/99, de 06 de novembro", lê-se na nota do Ministério da Administração Interna.

O processo necessita de um parecer da Procuradoria-Geral da República, dependendo a concessão da pensão de novo despacho do Governo, é ainda referido.

O Presidente da República lamentou, no sábado, a morte da bombeira voluntária de Carnaxide que morreu quando prestava auxílio a vítimas de uma acidente de viação, considerando-a "um exemplo nacional de generosidade e altruísmo".

Também o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, emitiu uma nota de pesar a lamentar a morte da bombeira.

Em seu nome pessoal e do Governo, o ministro endereçou "as mais sentidas condolências à família, amigos, ao corpo de bombeiros, à Associação Humanitária de Bombeiros de Carnaxide e aos Bombeiros de Portugal".

Os Bombeiros Voluntários de Carnaxide, onde a vítima prestava serviço, escreveram na rede social Facebook ser com "enorme tristeza" que comunicavam a morte da colega.

Também numa mensagem no Facebook, a União de Freguesias de Carnaxide e Queijas associou-se ao luto, com votos de "muita força a toda a corporação dos Bombeiros Voluntários de Carnaxide".

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