Quando a vida voltará ao normal? Daqui a 7,4 anos, diz a calculadora da Bloomberg

Poderá ser preciso esperar até 2028 para que entre 70 a 85% da população mundial esteja vacinada.

Quando vai a pandemia terminar e a nossa vida voltar ao normal? É a pergunta que toda a gente faz, mas cuja resposta está envolta em grande incógnita. Segundo a Bloomberg, daqui a 7,4 anos, tendo em conta o ritmo atual de vacinação em todo o mundo.

Isto porque autoridades científicas como o norte-americano Anthony Fauci dizem que será necessário vacinar 70 a 85% da população para que a vida volte ao normal. Certo é, como demonstra o Vaccine Tracker da Bloomberg, que alguns países estão a fazer um progresso muito mais rápido do que outros -- Israel poderá atingir o objetivo em dois meses e os Estados Unidos no final deste ano.

Mas se a vacinação está a acontecer rapidamente nos países ocidentais mais ricos, tal está longe de ser o cenário no resto do mundo. E, feitas as contas, mantendo-se o ritmo atual, a vida demorará 7,4 anos a voltar ao normal.

Em Portugal, apenas 0,8% da população já tomou a segunda dose, da vacina um valor muito inferior ao de Israel (21,6%) e EUA (2,3%), os dos países mais adiantados.

Ainda assim, a Bloomberg avisa que estes cálculos são voláteis e poderão sofrer alterações repentinas, dando o exemplo de que a data prevista para que Nova Iorque atingisse a fasquia dos 75% foi adiada em 17 meses esta semana, depois de um nevão ter impedido que muitas pessoas fossem vacinadas.

No entanto, os cálculos terão tendência para acelerar à medida que mais vacinas fiquem disponíveis, até porque apenas um terço dos países iniciou já a campanha de vacinação. Além disso, a vacina da Johnson & Johnson mostrou recentemente resultados positivos ao utilizar uma única dose, ao contrário da maioria dos imunizantes, que requerem duas doses.

Outro fator positivo para estas contas é que a Bloomberg não tem em conta a imunidade natural que possa resultar dos indivíduos que foram infetados e recuperaram naturalmente da covid-19, mas contabiliza apenas a imunidade gerada pelas vacinas, uma vez que nesta altura ainda não é claro quanto tempo é que essa proteção natural pode durar.

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