Proposta de texto de acordo ainda contém o pior e o melhor

Greenpeace alerta que ainda "há muito a fazer" e que "chegámos a um momento crucial"

O novo texto submetido hoje aos 195 países que estão a negociar um acordo sobre o clima ainda contém, a dois dias do fim da conferência, "o pior e o melhor", no entendimento da Greenpeace.

"Estamos perante um texto que contém ainda o pior como o melhor, o que é inquietante", reagiu o diretor-geral da Greenpeace France, Jean-François Julliard, perante o projeto de acordo com 290 páginas.

Ainda "há muito a fazer, chegámos a um momento crucial", sublinhou a diretora de outra organização não-governamental (ONG), a Oxfam, Helen Szoke, que convidou os ministros presentes onde decorre a reunião, na zona do Bourget, perto de Paris, "a esquecerem os planos para o fim de semana para procurarem conseguir o melhor acordo possível para os mais pobres".

As ONG estimam que o texto não é decisivo em relação a sujeitos que consideram essenciais, como o financiamento dos países mais pobres para responderem aos impactos do aquecimento global ou os objetivos de redução dos gases com efeito de estufa a longo prazo.

Os compromissos assumidos atualmente pelos países colocam o planeta numa rota de aquecimento de 3ºC em relação à era pré-industrial, o que está além do objetivo de 2ºC.

A dirigente da Oxfam apontou que para os países que estão na primeira linha do impacto das alterações climáticas "um acordo nos 3ºC é perigoso".

Já Célia Gautier, da ONG francesa Rede Ação Clima, criticou que "os Estados continuam a discutir objetivos de longo prazo, mas sem se darem os meios de os atingir".

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