Processo que envolve Joe Berardo conta com 11 arguidos

Dos cinco arguidos individuais apenas dois estão detidos, Joe Berardo e o seu advogado, André Luíz Gomes, ambos presentes esta quarta-feira ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

O processo sobre crimes de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento que levou à detenção do empresário Joe Berardo conta com 11 arguidos, dos quais seis são empresas e cinco individuais.

Fonte ligada ao processo disse à Lusa que, dos cinco arguidos individuais apenas dois estão detidos, Joe Berardo e o seu advogado, André Luíz Gomes, ambos presentes esta quarta-feira (30 de junho) ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

Além de Berardo e do advogado André Luíz Gomes, o DN sabe que os restantes arguido são: Renato Berardo (filho do empreário madeirense), Carlos Santos Ferreira (ex-presidente da CGD e do BCP) e Fátima Teixeira (contabilista no Funchal). As entidades que foram constituídas arguidas são: a sociedade de advogados de André Gomes, a Metalgeste, a Associação de Coleção Berardo, a Moagens e Associadas SA, a Associação Coleção Berardo e a Sociedade Imobiliária ATRAM.

O caso foi tornado público depois de uma operação em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, 20 domiciliárias, 25 não domiciliárias, três a estabelecimentos bancários e uma a escritório de advogado, tendo ainda sido emitidos dois mandados de detenção, visando o empresário e o seu advogado de negócios e de longa data André Luíz Gomes.

Segundo comunicados da PJ e do DCIAP, nesta investigação, que decorre no âmbito do denominado processo Caixa Geral de Depósitos (CGD), existem suspeitas da prática de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento e, eventualmente, crimes cometidos no exercício de funções públicas.

A PJ esclareceu que se trata de um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de euros" e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.

O empresário está a ser interrogado pelo juiz Carlos Alexandre no TCIC.

O advogado do empresário Joe Berardo, que chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) cerca das 15:45, não revelou se o arguido, detido na terça-feira, vai prestar declarações ao juiz Carlos Alexandre.

Questionado se Joe Berardo irá depor, Paulo Saragoça da Matta limitou-se a responder que não há "nenhuma expectativa, nenhum prognóstico".

Logo de seguida, também João Costa Andrade, representante legal de André Luiz Gomes, advogado de negócios de Berardo e igualmente detido na terça-feira, chegou ao TCIC, mas sem prestar declarações aos jornalistas.

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