Presos a limpar matas? CDS apoia, BE exige "prudência"

O diretor dos Serviços Prisionais defende que os reclusos em regime aberto possam contribuir para a prevenção dos incêndios

Reserva da parte do BE, apoio do CDS ao plano que o diretor dos Serviços Prisionais diz estar a ser "desenhado" para envolver os reclusos, em regime aberto, na limpeza das florestas e outras ações de prevenção de fogos. Em declarações à agência Lusa, Celso Manata frisou que o plano "ainda não está completamente desenhado", mas existe "uma série de frentes" em que os reclusos podem ser integrados, por exemplo, na plantação de árvores e vegetação "que possa conter os incêndios" ou na limpeza de matas e florestas.

Para o BE esta medida será "algo que deve ser mexido com prudência". Diz o deputado José Manuel Pureza que "não podemos aceitar que a população prisional sirva para prestar trabalho de forma desregulamentada e que ponha em causa os direitos e a retribuição devida dessa população", advertindo que os reclusos " não podem ser uma reserva de mão-de-obra barata ou gratuita". Por seu lado, o CDS está de acordo com Celso Manata. "O CDS sempre defendeu, em nome da reinserção social, que essa seria uma medida positiva", afirma Nuno Magalhães, presidente da bancada parlamentar centrista. Recorda que "o CDS já o propôs, mas a esquerda chumbou". PSD e PCP não responderam.

Segundo Celso Manata, este plano envolverá "universos pequenos" de reclusos, como os que prestam serviço há uns anos na serra de Sintra e na Mata Nacional do Buçaco. "Não podemos apostar em grandes números de pessoas porque é um risco muito grande", sublinhou.

com Paula Sá

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