Portugal regista mais 625 casos em 24 horas. Não há registo de mortes

Há mais 15 pessoas internadas com covid-19 nas últimas 24 horas, são 340, no total, indica o relatório diário da DGS. R(t) cresce para 1,09 a nível nacional e 1,10 se tivermos em conta só o território continental. Incidência também regista um aumento.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 625 casos de infeções, não tendo sido registadas mortes por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, 14 de junho.

Nesta altura, estão hospitalizadas 340 pessoas, ou seja, mais 15 em relação ao que foi reportado no domingo. Em unidades de cuidados intensivos o número de doentes desce para 77 (menos cinco face ao dia anterior).

O índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,07 para 1,09 a nível nacional e de 1,08 para 1,10 se só tivermos em conta o território continental. Incidência também regista um aumento.

A taxa de incidência a 14 dias está agora em 84,5 casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 000 habitantes em Portugal e 83,4 infetados por 100 mil habitantes no território continental.

Nova atualização da pandemia mostra que Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais novos casos de covid-19 (401), representando 64,16% do total nacional de novas infeções.

A região Norte surge logo a seguir com mais 124 diagnósticos de covid-19. Confirmaram-se mais 34 casos no Algarve, 28 no Centro e 10 no Alentejo. Registaram-se mais 25 novas infeções nos Açores e três na Madeira.

No total, desde o início da pandemia, Portugal confirmou 858 072 casos de infeção pelo novo coronavírus, 17 047 óbitos e 815 622 recuperados, dos quais 280 foram reportados em 24 horas.

Desta forma, Portugal tem agora 25 403 casos ativos, o que representa um aumento de 345 face ao dia de ontem.

Relatório da DGS indica também que há mais 578 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde elevando para 30 375 o número total.

"O Certificado Digital é um grande passo para uma recuperação segura", diz Costa

Nesta segunda-feira, no Parlamento Europeu, foi assinado o regulamento do certificado digital Covid-19 da UE. "Temos agora a oportunidade de viajar em liberdade e em segurança, mas sempre respeitando as normas de segurança, porque é preciso continuar a combater esta pandemia", declarou o primeiro-ministro, António Costa, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, durante a cerimónia de assinatura do regulamento que enquadra o certificado digital covid-19, que a UE quer que entre em vigor este verão.

O documento, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, entrará em vigor na UE a tempo do verão e António Costa classificou-o por isso como um "passo muito importante" com vista à retoma das viagens.

"É um passo importante para dar força à nossa economia e à nossa recuperação", frisou o responsável, em representação da presidência portuguesa da UE.

Mas apesar deste "renovado sentimento de confiança" para as viagens no espaço comunitário, o primeiro-ministro insistiu ser necessário manter regras como as de higiene, "mesmo depois da vacinação".

O primeiro-ministro disse no Twitter que "o Certificado Digital COVID-19 da UE é um grande passo para uma recuperação segura"

O Parlamento Europeu aprovou na passada quarta-feira a adoção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infeção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 1 de julho.

Depois de, em meados de maio, os negociadores da presidência portuguesa do Conselho da UE e do Parlamento Europeu terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em março passado, a aprovação pela assembleia do texto do compromisso que enquadra juridicamente o documento abre caminho à sua entrada em vigor na data prevista e por uma duração de 12 meses.

Em Portugal, os primeiros certificados digitais covid-19 para cidadãos nacionais deverão começar a ser emitidos a meio desta semana pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, disse fonte governamental à Lusa no domingo.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE, este 'livre-trânsito', que deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente, e na língua nacional do cidadão e em inglês.

No quadro da implementação deste certificado europeu, prevê-se que os Estados-membros não voltem a aplicar restrições, quando mais de metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina contra a doença covid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Entretanto, os Estados-membros têm de desenvolver as infraestruturas técnicas e garantir a interoperabilidade dos sistemas de reconhecimento do certificado.

Governo britânico deve adiar por um mês o desconfinamento e acelerar a vacinação

Também esta segunda-feira, meios de comunicação britânicos noticiaram que a última fase de desconfinamento, que estava prevista para 21 de junho, deverá ser adiada para 19 de julho em Inglaterra. O primeiro-ministro britânico anuncia hoje a decisão oficial em conferência de imprensa.

Boris Johnson deve adiar por um mês a última fase de desconfinamento em Inglaterra, avança esta segunda-feira a Sky News. A estação de televisão cita fontes do Governo para noticiar que o desconfinamento no país só deverá acontecer a 19 de julho. Inicialmente estava agendado para 21 de junho.

A opção de adiar o levantamento das restrições estará relacionada com a necessidade de aumentar o número de pessoas vacinadas contra a covid-19, pelo que deverá ser anunciada uma campanha para acelerar o processo de vacinação.

Esta medida também servirá para dar mais tempo aos especialistas estudarem a variante Delta do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19.

De acordo com a Sky News, este atraso de quatro semanas no levantamento das medidas restritivas em Inglaterra vai refletir-se nos pubs, que vão continuar limitados ao serviço de mesa e com o distanciamento físico. Também os teatros e as salas de espetáculos vão funcionar, mas com 50% da lotação, sendo que as discotecas deverão permanecer fechadas. O teletrabalho continuará a ser recomendado.

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