Portugal começa a negociar certificado verde digital com Parlamento Europeu na próxima semana

A ambição da presidência portuguesa é chegar a um acordo com o Parlamento Europeu em maio, de forma a garantir que o certificado verde digital pode entrar em funcionamento em junho.

A presidência portuguesa da União Europeia (UE) saudou esta quinta-feira a adoção da posição do Parlamento Europeu sobre o livre-trânsito digital comprovativo da testagem, recuperação ou vacinação anticovid-19, informando que a primeira reunião negocial é na próxima semana.

"A adoção do mandato pelo Parlamento Europeu para iniciar as negociações do certificado verde digital é um passo importante para que o sistema esteja a funcionar no verão", afirma a presidência portuguesa do Conselho da UE numa reação publicada na rede social Twitter.

E adianta: "Aguardamos com expectativa a primeira reunião de trílogo [envolve Parlamento, Conselho e Comissão] que vai ter lugar já na próxima semana".

O Parlamento Europeu adotou hoje a sua posição para iniciar negociações com o Conselho da UE, atualmente presidido por Portugal, sobre o livre-trânsito digital comprovativo da testagem, recuperação ou vacinação contra a covid-19.

Certificado irá permitir viajar de forma "livre e segura" no verão, segundo a presidente da Comissão Europeia.

No Twitter, Ursula von der Leyen escreveu que irá existir apoio para que haja uma "conclusão rápida" nas negociações sobre o livre-trânsito.

Em causa está a proposta legislativa apresentada pelo executivo comunitário em meados de março para a criação de um certificado digital para comprovar a vacinação, testagem ou recuperação da covid-19, um documento bilingue e com um código QR que deve entrar em vigor até junho para permitir a retoma da livre circulação na UE no verão.

Ainda assim, os parlamentares vincam na sua posição que são necessários testes à covid-19 universais, acessíveis, rápidos e gratuitos em toda a UE, para facilitar a livre-circulação, e que os Estados-membros não devem impor quarentena ou testes (além do necessário) aos titulares de certificados.

Para a assembleia europeia, estes certificados também não devem ser considerados documentos de viagem.

Em meados de abril, os Estados-membros da UE aprovaram um mandato para a presidência portuguesa do Conselho negociar com o Parlamento Europeu a proposta de implementação deste certificado verde digital.

Com o aval de hoje da assembleia europeia sobre a sua posição negocial, podem arrancar as negociações interinstitucionais no chamado 'trílogo', que envolve Parlamento, Conselho e Comissão.

Presidência portuguesa quer chegar a acordo em maio

A ambição da presidência portuguesa é chegar a um acordo com o Parlamento Europeu em maio, de forma a garantir que o certificado verde digital pode entrar em funcionamento em junho.

A ideia da Comissão Europeia é que este livre-trânsito funcione de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos e que seja disponibilizado gratuitamente, na língua nacional do cidadão e em inglês.

Ainda assim, caberá aos Estados-membros decidir o uso a dar a este certificado, isto é, se perante tal documento aceitam levantar restrições às viagens como mais testagem e quarentena.

Os setores do turismo e das viagens representam cerca de 10% do PIB europeu.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG