Há três meses que não se registavam tantos novos casos em 24 horas

Portugal com mais 910 casos e seis mortes por covid-19. País totaliza agora 855 432 casos confirmados e 17 043 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 910 casos e seis mortes por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira, 10 de junho.

Desde 15 de maio que não se registavam tantos óbitos e desde 6 de março que não havia tantos novos casos no espaço de 24 horas.

Nesta altura estão hospitalizadas 295 pessoas, ou seja, menos 12 do que na quarta-feira. Há 72 doentes em cuidados intensivos, mais dois do que na véspera.

Registam-se assim mais 370 casos ativos, uma vez que recuperaram 534 pessoas.

Tal como no dia anterior, Lisboa e Vale do Tejo teve mais de metade dos novos casos no país nas últimas 24 horas: 557. Seguem-se as regiões Norte (179), Centro (66), Açores (38), Algarve (36), Alentejo (28) e Madeira (seis).

Portugal continental apresenta uma incidência 74,8 novos casos de covid-19 por cem mil habitantes e um índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 de 1,05.

Acesso a vacinas e recuperação da pandemia de covid-19 no topo da agenda dos G7

A cimeira do G7 que abre na sexta-feira na Cornualha, sudoeste de Inglaterra, será a primeira presencial entre os respetivos líderes em dois anos e é considerada crucial para o combate e recuperação mundial da pandemia de covid-19.

O acesso equitativo às vacinas anti-covid-19, com ênfase na redistribuição de doses excedentes dos países membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), vai estar no topo da agenda.

Apesar do apoio unânime à Covax, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa assegurar vacinas a países de médio e baixo rendimento, o número real de doses disponibilizado está muito abaixo das necessidades, pois os países ricos têm dado prioridade às suas próprias populações.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que vai apelar aos restantes líderes para unirem esforços para ajudar a vacinar o mundo inteiro contra a covid-19 até ao final de 2022.

Porém, enquanto no Reino Unido mais de 75% dos adultos já receberam pelo menos uma dose da vacina contra o novo coronavírus, só 12% da população mundial está inoculada e grande parte da África subsaariana está abaixo dos 2%.

"Partilhar vacinas é fundamental para pôr fim à fase aguda da pandemia", disse esta semana o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A Unicef estima que os países do G7 terão em breve doses suficientes para doar 20% das suas vacinas entre junho e agosto, o que representaria um total de 150 milhões de doses, sem que isso se traduza num "atraso significativo" dos planos nacionais de vacinação.

Além do acesso "aqui e agora" às vacinas, deverá ser discutida na transferência de tecnologias e recursos por países e farmacêuticas para facilitar e aumentar a produção de vacinas.

Mas o Governo britânico quer levar a discussão para além, promovendo o slogan da presidência do G7 "reconstruir melhor" e promover uma estratégia para a recuperação da pandemia covid-19 ao mesmo tempo que o mundo reforça a resiliência contra futuras pandemias.

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