Mais 375 casos. Lisboa e Vale do Tejo com quase metade dos contágios

Estão 237 pessoas internadas, 52 em cuidados intensivos. 47% dos novos casos são na região da capital.

Portugal registou esta terça-feira 375 novos casos de infeção e 3 mortes, de acordo com o balanço da DGS relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

237 pessoas estão internadas, menos duas que ontem. Deste total, 52 doentes estão nos cuidados intensivos, menos 5 que no dia anterior.

Há, atualmente, 22 171 casos ativos de covid-19 em Portugal, menos 297 que os registados no boletim anterior. Nas últimas 24 horas recuperaram da doença 669 pessoas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a somar o maior número de novos casos - são 175 do total de 375 contágios registados nas últimas 24 horas, uma percentagem de 47% (mais precisamente 46,7%).

Segue-se a região Norte, com 103 casos e, no território continental, o Alentejo com 20, a região Centro com 19 e o Algarve com 11.

Nas regiões autónomas, os Açores contam 26 novos casos e a Madeira 21.

Os três óbitos reportam-se à região Norte, Centro e Açores.

Dado que o R(t) e a incidência não são atualizados à terça-feira, mantém-se os valores de ontem: o índice de transmissibilidade está em 1, 06 (quer no território continental, quer no total do país). A incidência está agora em 1,06 (quer no território continental, quer no total do país).

Testagem nas escolas do 3.º ciclo e do secundário antecipada uma semana em Lisboa

O R (t) está a subir em todo o país desde o dia 4 de maio, mas a grande preocupação agora é a capital, onde este valor é o mais elevado de todo o país - segundo afirmou ontem o secretário de Estado da Saúde. Segundo Diogo Serra Lopes, este valor está em 1.2, embora a incidência ainda esteja baixa. A nível nacional o R (t) é de 1.06 e a incidência é de 55,6 casos por 100 mil habitantes, segundo o boletim diário desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a Lisboa, ainda não é possível dizer se a razão da subida está na passagem para o último nível do plano de desconfinamento, que incluiu a abertura de restaurantes, cafés e bares, ou se estará nos festejos da vitória do Sporting de há duas semanas, embora a DGS apenas tenha registado 20 casos positivos associados a estes festejos.

O certo é que o R(t), um dos critérios para a tomada de decisão por parte do governo se um concelho deve ou não recuar no desconfinamento, mantém uma tendência de subida na capital. Para o professor Carlos Antunes, da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que desde o início da pandemia faz a modelação da doença, esta subida é resultado do desconfinamento e está a ocorrer há mais de uma semana, ao mesmo tempo que se nota uma redução na testagem em massa, alertou ao DN já há dias.

Mas, no fim de semana, em entrevista ao nosso jornal, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou que a testagem massiva iria ser reforçada nas regiões com R (t) mais elevado, mas que o foco agora era Lisboa, onde se estava a notar mais esta subida, para se tentar controlar as possíveis cadeias de transmissão. António Lacerda Sales referiu ainda que esta testagem ia ser feita nas áreas do ensino, em empresas e na função pública.

Um reforço que vai começar já nesta semana na capital, provavelmente quinta-feira, nas escolas do 3.º ciclo - do 7.º até ao 9.º ano - e nas do secundário - do 10.º ao 12.º ano -, antecipando-se assim em cerca de uma semana a realização de testes que estava prevista para esta área, confirmou o DN junto de fonte do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

Segundo a mesma fonte, a testagem estava a ser feita de acordo com a incidência da doença e com um intervalo que poderia ir de duas a três semanas, agora vai ser antecipada e depois continuará pelo ensino Superior, mas também pelas residências universitárias.

Esta testagem em massa vai incidir sobretudo junto de faixas etárias mais novas, entre os 18 e os 40 anos, pois é nestas que se está a observar um maior aumento de infeções, assim como em populações mais vulneráveis como os trabalhadores migrantes. "Os eventos que potenciem a concentração de um grande número de pessoas (casamentos, batizados, eventos públicos e/ou outros) também serão alvo de reforço dos níveis de testagem."

Quase metade dos adultos da UE já recebeu primeira dose da vacina

Quase metade dos adultos da União Europeia (UE) já recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19, num total de 300 milhões de doses entregues aos Estados-membros, anunciou esta terça-feira a Comissão Europeia, falando em "progressos constantes".

"Fizemos progressos constantes em matéria de vacinação na UE", divulgou esta terça-feira a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social Twitter.

Em concreto, foram já entregues cerca de 300 milhões de doses de vacinas anticovid-19 aos Estados-membros, dados aplicáveis até 30 de maio.

Isto equivale a 245 milhões de doses já administradas na UE e a 46% da população adulta da UE (170 milhões de pessoas) que já recebeu pelo menos uma dose do fármaco.

"Esta semana vamos atingir um novo marco: metade dos adultos da UE terão recebido a sua primeira dose", afirma ainda Ursula von der Leyen.

A responsável dá ainda conta de que no primeiro trimestre do ano chegaram à UE 106 milhões de doses de vacinas, número que deverá subir para 413 milhões no segundo trimestre e para 529 milhões no terceiro.

No quarto trimestre do ano as entregas deverão abrandar, à medida que a inoculação também estabiliza após a vacinação de milhões de cidadãos europeus, prevendo-se a chegada à UE de 452 milhões de doses de vacinas.

O objetivo do executivo comunitário é ter 70% da população adulta vacinada até ao final do verão.

A ferramenta 'online' do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para rastrear a vacinação da UE e que tem por base as notificações dos Estados-membros, revela que até ao momento uma média de 17,3% da população da UE está totalmente inoculada (com as duas doses da vacina contra a covid-19), enquanto cerca de 40,7% recebeu a primeira dose.

Em termos absolutos, isto equivale a 210 milhões de doses de vacinas administradas de 243 milhões de doses recebidas, sendo que os dados do ECDC dependem sempre das comunicações dos países.

Além dos constantes atrasos na entrega das vacinas e em doses aquém das contratualizadas por parte da farmacêutica AstraZeneca, a campanha de vacinação da UE tem sido marcada por casos raros de efeitos secundários como coágulos sanguíneos após toma deste fármaco, relação confirmada pelo regulador europeu, como aliás aconteceu com a vacina da Johnson & Johnson.

A vacina da Pfizer/BioNTech tem sido a mais procurada pela Comissão Europeia para superar estes problemas e manter o ritmo de vacinação na UE.

Assente na tecnologia do ARN mensageiro, a vacina Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech) é uma das quatro aprovadas na UE, às quais se juntam os fármacos da Moderna, Vaxzevria (novo nome do fármaco da AstraZeneca) e Janssen (grupo Johnson & Johnson).

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