Quase menos mil casos e mais seis mortes do que no dia anterior

Boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde dá conta de que Portugal registou nas últimas 24 horas mais 3480 casos e 167 mortes nas últimas 24 horas. Em relação aos internamentos há 5570 internados, dos quais 836 em unidades de cuidados intensivos, respetivamente menos 259 e menos 17 do que ontem.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 3480 novos casos de covid-19 e 167 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira (11 de fevereiro).

O país soma um total de 778 369 infetados desde o início da pandemia e mais de 14 885 óbitos provocadas pelo novo coronavírus SARS CoV-2.

Mas, desde o início da semana, que a curva de internamentos tem vindo a descer, o mesmo se pode dizer em relação ao número de novas infeções e de mortos quando comparados com os dados da semana passada.

Aliás, em relação ao dia de ontem, há menos 907 novos casos, mas mais seis mortes. Em relação aos internamentos, há menos 259 na totalidade e 17 em cuidados intensivos. Assim, ao de dia hoje há 5570 doentes internados, dos quais 836 em UCI. Mas também menos 4950 casos ativos do que ontem, sendo agora o total de 118 362, e menos 7268 contactos em vigilância, num total de 155 298.

Quanto aos recuperados, há mais 8263 nas últimas 24 horas. O total é agora de 645 122. A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a destacar-se pelo número de casos e de mortes, registando mais 1846 casos e 86 mortes, somando assim 291 917 casos desde o início da pandemia e 6068 mortes.

A região do Norte, apesar de agora ter menos casos do que a região LVT, é que a soma mais infeções desde o início da pandemia com um total de 319 836, tendo registado nas últimas 24 horas 709 novos casos e 39 mortes., passando para 4 956 vítimas mortais.

A região do Centro regista um total de 111 134 casos de infeção. Ontem contabilizou mais 518 e mais 22 mortes, somando já 2646 vítimas mortais. O Alentejo tem um total de 27 404 casos, mais 101 nas últimas 24 horas e mais 11 mortos, com um total de 852 vítimas mortais.

O Algarve é a região do continente menos afetada com 19 140 casos, mais 148 do que ontem e mais seis mortes também, no total tem já 277 vítimas mortais.

Quanto às ilhas, a Madeira registou mais 152 casos do que ontem e os Açores apenas seis, não tendo registado uma única morte. Na Madeira, há somar mais três mortes. No total, esta ilha soma 5 294 casos e 58 mortos e os Açores 3644 casos e 28 mortos.

Cerca de 15 mil bombeiros começaram esta quinta-feira a ser vacinados

Cerca de 15 mil bombeiros voluntários, sapadores e municipais começaram esta quinta-feira a ser vacinados contra a covid-19, num processo que se vai prolongar durante as próximas duas semanas.

O Ministério da Administração Interna (MAI) sustenta que os bombeiros, dada a dimensão operacional do transporte pré-hospitalar que executam, desempenham "uma função essencial do Estado e por isso vão ser vacinados ao longo das próximas duas semanas".

Segundo o MAI, a ordem de vacinação destes 15 mil bombeiros foi definida com base em critérios operacionais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e abrange o universo de voluntários, sapadores e municipais.

O Ministério tutelado por Eduardo Cabrita indica que os locais de vacinação, em vários concelhos de cada um dos 18 distritos do continente, foram estabelecidos de acordo com a distribuição geográfica dos 15 mil bombeiros.

De acordo com o MAI, Lisboa e Porto são os distritos com mais bombeiros que vão ser vacinados contra a covid-19, 2.181 e 1.916 respetivamente, seguido de Viseu (1.025), Aveiro (958), Coimbra (945), Leiria (945), Braga (910), Santarém (842), Setúbal (829) e Vila Real (687).

No distrito da Guarda vão ser vacinados 644 bombeiros, em Faro 617, em Castelo Branco 500, em Bragança 477, em Portalegre 388, em Viana do Castelo 347, em Beja 358 e em Évora 326.

O MAI refere ainda que a vacinação dos bombeiros marca o início da nova fase do programa nacional de vacinação.

O início do programa de vacinação dos bombeiros está marcado para o Centro de Saúde da Damaia, no concelho da Amadora, contando com a presença dos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Saúde, Marta Temido, da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, e do secretário de Estado Coordenador para o combate à pandemia na Região de Lisboa.

Parlamento vota esta quinta-feira renovação do estado de emergência até 1 de março

O parlamento vai votar esta quinta-feira a renovação do estado de emergência até 1 de março para permitir medidas de contenção da covid-19, que tem aprovação assegurada, com o apoio de PS, PSD, CDS-PP e PAN.

O projeto de decreto do Presidente da República que os deputados irão debater e votar esta quinta-feira à tarde prevê que seja definido um plano faseado de reabertura das aulas presenciais, inclui uma ressalva a permitir a venda de livros e materiais escolares e admite limites ao ruído em certos horários nos edifícios habitacionais para não perturbar quem está em teletrabalho.

Na exposição de motivos do diploma enviado para a Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa realça que "não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, de forma significativa, as medidas de confinamento, sem que os números desçam abaixo de patamares geríveis pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), que sejam aumentadas as taxas de testagem, ou que a vacinação possa cobrir uma parte significativa da população mais vulnerável".

Segundo o chefe de Estado, "impõe-se, pois, em consequência, renovar uma vez mais o estado de emergência, para permitir ao Governo continuar a tomar as medidas mais adequadas para combater esta fase da pandemia, enquanto aprove igualmente as indispensáveis medidas de apoio aos trabalhadores e empresas mais afetados".

Este foi o décimo primeiro diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo de Sousa submeteu ao parlamento no atual contexto de pandemia de covid-19.

Nos termos da Constituição, cabe ao Presidente da República decretar o estado de emergência, por um período máximo de quinze dias, sem prejuízo de eventuais renovações, mas para isso tem de ouvir o Governo e de ter autorização do parlamento.

As duas anteriores renovações do estado de emergência foram autorizada pela Assembleia da República com votos a favor de PS, PSD, CDS-PP e PAN e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, a abstenção do BE e votos contra de PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

O Governo reúne-se esta quinta-feira em Conselho de Ministros a partir das 09:00 e está previsto que apresente as medidas a adotar ao abrigo do estado de emergência durante a tarde, após a aprovação do decreto presidencial pelo parlamento.

Em janeiro, no final de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que o estado de emergência iria estender-se até ao fim deste seu mandato presidencial, que termina em 09 de março.

O período de estado de emergência atualmente em vigor termina às 23:59 do próximo domingo, 14 de fevereiro. Esta renovação terá efeitos no período entre 15 de fevereiro e 01 de março.

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, tem falado ao país a partir do Palácio de Belém sempre que decreta este quadro legal, excetuando o período em que foi candidato às eleições presidenciais de 24 de janeiro, nas quais foi reeleito.

Ao abrigo do estado de emergência, que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, o Governo impôs um dever geral de recolhimento domiciliário e a suspensão de um conjunto de atividades, que vigoram desde 15 de janeiro.

Os estabelecimentos de ensino foram entretanto encerrados, com efeitos a partir de 22 de janeiro, primeiro com uma interrupção letiva por duas semanas, e depois com aulas em regime à distância, a partir desta segunda-feira.

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