Desde meio de janeiro que não havia tão poucos internados

Boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde dá conta que o país regista hoje 2856 casos, só mais dois do que no dia ontem, e o mesmo número de mortes, 149. Há ainda 4850 internados, menos 380 do que ontem, dos quais 803 em unidades de cuidados intensivos, menos 43. É a maior descida no total de internamentos e nas UCI.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 2856 novos casos de covid-19 e 149 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (13 de fevereiro). Ou seja, só mais dois casos de infeção dos que os registados nesta sexta-feira, ontem foram 2854. Quanto ao número de óbitos regista precisamente o mesmo número de óbitos, 149.

Números que demonstram manter-se a tendência de descida quer em número de óbitos como de internamentos. Aliás, neste sábado, é o dia em que se regista maior descida no total de internamentos e em UCI. Na última semana, Portugal conseguiu descer da barreira dos seis mil e dos cinco mil internados, o que não acontecia desde o dia 23 de janeiro. Há uma semana havia ainda mais de metade dos casos agora registados diariamente.

Na sexta-feira Portugal registava 5230 internados, menos 340 do que no dia anterior, hoje desce da fasquia dos cinco mil internamentos, passando para 4850, menos 380 internados nas últimas 24 horas. Há ainda a registar uma descida significativa no número de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), 803, menos 43 do que na sexta-feira, quando havia mais dez internados do que na quinta-feira.

No dia de hoje, o país regista ainda menos 6079 casos ativos, sendo agora o total de 107 371 casos, e menos 6478 contactos em vigilância, havendo agora um total de 143 173. Os recuperados atingiram os 661 525, mais 8786 do que no dia de ontem.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ter maior número de casos de infeção, 1440, e maior número de óbito, 88. A região Norte tem vindo a descer estes números significativamente. Hoje regista 677 casos e 21 mortes. O Centro também. Hoje conta com 490 casos e 25 mortes. O Alentejo registou 113 casos de infeção e 12 mortos e o Algarve mais 70 casos e mais 11 mortos. As ilhas registam neste sábado zero mortes, a Madeira tem mais 61 casos e os Açores mais cinco.

Ao todo, neste momento, o país soma 784 079 casos de infeção desde o início da pandemia e 15 183 óbitos provocados pelo novo coronavírus SARS CoV-2.

1,4 milhões de portugueses vacinados em abril

Estes dados da DGS foram revelados num dia em que o primeiro-ministro, António Costa, fixou como objetivo vacinar 1,4 milhões de portugueses até "ao princípio de" abril, depois de já terem sido administradas mais de "meio milhão de vacinas".

"Na semana passada, ultrapassámos o meio milhão de vacinas já administradas, o objetivo que temos é que, até ao princípio de abril, consigamos cumprir o objetivo de vacinar 1,4 milhões de portugueses entre aqueles que estão nos grupos de riscos prioritários e os que prestam serviços nos serviços essenciais", afirmou António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final de uma visita ao Quartel de Conde de Lippe, na Ajuda, em Lisboa, um dos locais onde arrancou hoje o processo de vacinação contra a covid-19 de efetivos da GNR e PSP.

António Costa reafirmou o objetivo de "chegar ao final do verão com 70% da população portuguesa devidamente vacinada". "Até ao final do verão temos um longo percurso, ainda estamos do inverno, ainda não chegámos sequer à primavera", alertou, apelando a todos que prossigam até lá com as medidas de proteção individual.

DGS estuda uso de duas máscaras

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, também revelou que a Direção -Geral está a estudar o uso de duas máscaras, como forma de melhor proteção contra as novas variantes da covid-19.

Em entrevista ao Público, Graça Freitas afirma que grupo de peritos foi novamente consultado pela DGS para avaliar recomendação feita pelos Estados Unidos pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças.

A diretora-geral da Saúde admite também que há excesso de informação sobre a doença e que isso causa cansaço nas pessoas. "Creio que há um excesso de comunicação sobre o tema em si. É muito monotemático. Isso não só cansa as pessoas, como leva a que no mesmo dia oiçam três ou quatro mensagens que não são concordantes".

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