Portugal com menor número de casos desde 28 de dezembro. Mortes também diminuem

Esta segunda-feira foi o dia em que se registaram menos casos de infeção, 2505, desde há mais de um mês, e menos mortes também, desde o dia 18 de janeiro, 196. A nível de internamentos, também é o número mais baixo das últimas semanas, mais 96, dos 12 em unidades de cuidados intensivos.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas 2505 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (8 de fevereiro) e 196 óbitos. É o número mais baixo de novos casos desde o dia 28 de dezembro, quando se registaram 2093, e o mais baixo em óbitos, desde 18 de janeiro quando se ultrapassou as 200 mortes.

O boletim da Direção-Geral de Saúde soma um total de 767 919 infetados no país desde o início da pandemia e de 14 354 mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Em termos de internamentos, esta segunda-feira é o dia em que se regista menor aumento, mais 96 em enfermaria e mais 12 em Unidades de Cuidados Intensivos, com um total de 6344 casos internados, dos quais 877 em UCI.

Neste momento, e depois da explosão da doença no início de janeiro, há 140 644 casos ativos, menos 4446 do que ontem, e 180 905 casos em vigilância menos 6535.

A menos de um mês de se completar um ano da pandemia em Portugal, os primeiros casos foram registados a 2 de março, a região Norte continua a ser a que regista maior número de infetados, 317 428, mais 379 do que neste domingo. No entanto a região de Lisboa e Vale do Tejo, apesar de somar 286 665, é a que tem registado maior número de casos de infeção nas últimas semanas mais 1760 do que nas últimas 24 horas.

Seguem-se as zonas do Centro, com um total de 109 402 casos, mais 177 neste domingo, a do Alentejo, que soma 26 999, mais 60 do que ontem, e a do Algarve, com 18 775, mais 61 casos do que ontem.

A nível de óbitos e desde o início da pandemia, a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista mais casos, 5790, seguida das regiões do Norte com 4849, do Centro 2559, do Alentejo com 813 e do Algarve com 264.

Balanço Vacinação

Hoje, a ministra da Saúde, Marta Temido, já fez um balanço da vacinação, dizendo que esta semana foram recebidas 87 500 doses da Pfizer e 22 800 da Moderna. Em relação à vacina da AstraZeneca, a ministra explicou que a recomendação da DGS surge na sequência do alerta em relação à ausência de resultados sobre a eficácia da vacina em maiores de 65 anos.

A DGS divulgou esta manhã uma recomendação que vai no sentido de esta vacina não ser administrada a pessoas com mais de 65 anos.

Segundo referiu Marta Temido, esta semana será dada a segunda dose da vacina em lares e iniciada a vacinação a profissões consideradas essenciais.

Vacina da AstraZeneca deve ser dada a pessoas até aos 65 anos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que, até novos dados estarem disponíveis, a vacina contra da covid-19 da AstraZeneca deve ser preferencialmente utilizada para pessoas até aos 65 anos de idade.

Numa norma divulgada no seu site, a DGS acrescenta, no entanto, que "em nenhuma situação deve a vacinação de uma pessoa com 65 ou mais anos de idade ser atrasada" se só estiver disponível esta vacina.

A DGS recorda que a vacina da AstraZeneca está aprovada para prevenção da covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, em pessoas com idade igual ou superior a 18 anos e diz também que "em nenhuma situação deve a vacinação de uma pessoa com 65 ou menos anos de idade ser atrasada se só estiver disponível uma vacina de mRNA".

Nas vacinas mRNA é introduzido no corpo um mensageiro de ácido ribonucleico (mRNA na sigla em inglês), que contém informação genética sobre o vírus e engana o corpo para que seja ele próprio a produzir a proteína do agressor.

Na norma hoje divulgada, a DGS informa que o esquema vacinal recomendado para esta vacina da Astrazeneca é de duas doses com intervalo de 12 semanas e lembra que, se após a 1.ª dose for confirmada infeção por SARS-CoV-2, "não deve ser administrada a 2.ª dose".

Médicos reformados queixam-se de barreiras administrativas para poderem ajudar

Mais de uma centena de médicos, alguns reformados, escreveram uma carta à ministra da Saúde a queixarem-se das barreiras administrativas que lhes foram levantadas quando se ofereceram para ajudar como voluntários o Serviço Nacional de Saúde.

Sublinhando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "vive um dos seus períodos mais exigentes de sempre", situação na qual "todos são precisos e ninguém é dispensável", os médicos dizem-se dispostos a ajudar, que já se ofereceram, mas que forem levantadas barreiras administrativas e ao trabalho voluntário.

Na carta, enviada também ao primeiro-ministro e ao Presidente da República e cujo primeiro signatário é o médico Gentil Martins, dizem que milhares responderam ao desafio lançado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que "a lista foi enviada ao Ministério da Saúde" e que "nada aconteceu ou foi colocado um conjunto de barreiras administrativas inexplicáveis, entre as quais a recusa de trabalho voluntário".

"Somos um conjunto de médicos, alguns reformados, mas ativos. Queremos ajudar e declaramo-nos presentes", afirmam, sublinhando que os médicos "têm estado nas primeiras linhas do combate à covid-19", assegurando não só a frente de batalha, mas também "garantindo o apoio a todos os doentes não covid".

"Somos poucos para tanto que está a atingir a nossa saúde e o nosso SNS", lamentam os clínicos, dizendo que mantêm a "vontade de participar ativamente no combate à pandemia", "na educação para a saúde das populações", "nos inquéritos epidemiológicos", "no trace covid", "no apoio à vacinação" e "nos hospitais de campanha".

Na carta, os médicos consideram incompreensível não terem sido chamados a participar "quando os hospitais e centros de saúde começam a claudicar por cansaço" e a "saúde pública todos os dias alerta para a falta de recursos".

Escolas regressaram hoje às aulas, mas à distância

Os alunos do 1.º ao 12.º ano retomaram esta segunda-feira as atividades letivas, mas longe das escolas, regressando das férias antecipadas para o já conhecido ensino a distância que marcou o final do ano letivo passado.

No total, são cerca de 1,2 milhões de alunos que voltam a ser obrigados a trocar, por tempo indefinido, as salas de aula pelas suas casas, quase um ano depois de, em março, o Governo ter encerrado as escolas e implementado o ensino a distância para conter a pandemia de covid-19.

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