Internamentos sobem em dia com 1610 novos casos e nove mortes

Portugal contabiliza agora um total de 954 669 casos e 17 301 óbitos desde o início da pandemia. Incidência aumenta ligeiramente, mas R(t) continua a baixar.

Portugal registou mais 1610 casos e nove mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Há agora 53 996 casos ativos de infeção por SARS-CoV-2, menos 201 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 954 669 casos e 17 301 óbitos desde o início da pandemia.

O número de internados continua a subir. São agora mais 40 do que no dia anterior, totalizando 919. Destes, 198 estão em unidades de cuidados intensivos, mais cinco do que na véspera.

O boletim da DGS aponta também que há mais 1802 recuperados da doença, num total de 883 372.

A região Norte foi a que contabilizou mais mortes (cinco) e novos casos (688) nas últimas 24 horas. Lisboa e Vale do Tejo registou 519 novos casos e mais três óbitos em relação à véspera.

A outra morte foi contabilizada nos Açores, que registo mais 58 casos. Em relação às outras regiões, o Algarve contabilizou mais 177 casos, o Centro mais 74, o Alentejo mais 51 e a Madeira mais 43.

A taxa de incidência é agora de 427,5 casos de infeção por covid-19 por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 casos no continente. Ou seja, houve um ligeiro aumento pois na última atualização na sexta-feira era de antes era de 418,3.

O R(t) tanto a nível nacional como no continente desceu para 1,04 a nível nacional, depois de na última atualização ter descido de 1,09 para 1,07. O valor continental, que também desceu de 1,09 para 1,07, está agora em 1,04.

Marques Mendes avança que peritos vão propor fim das restrições horárias

Luís Marques Mendes no seu comentário semanal na SIC indicou que a próxima reunião do Infarmed vai trazer novidades sobre o funcionamento espaços de restauração e novas regras para o setor dos espetáculos.

Segundo o também conselheiro de Estado as restrições de horários existentes deverão sofrer alterações.

De acordo com Marques Mendes podem também acabar as restrições "em função da incidência, concelho a concelho".

A reunião do Infarmed está prevista para o dia 27 de julho e dessa reunião espera-se novidade sobre novas regras tendo em conta a situação pandémica em Portugal.

O comentador disse ainda acreditar que a vacinação das crianças será mais difícil de tomar. " A maioria dos especialistas não quer a vacinação generalizada das crianças entre os 12 e os 15 anos", disse Marques Mendes.

Mais de 20% de absentismo põe em risco recuperação no vestuário e calçado

Com as encomendas a chegar e as exportações a crescer, os industriais debatem-se agora com o problema do absentismo, que chega a pôr em causa o cumprimento dos prazos de entrega, obrigando ao pagamento de penalizações aos clientes. A queixa não é nova, mas ganha novo relevo face ao avanço da vacinação em Portugal. "Como é que se continua a mandar para isolamento profilático pessoas que já têm as duas doses da vacina tomadas há mais de duas semanas? Como é que uma empresa se consegue organizar para cumprir com as encomendas quando tem 20% dos seus trabalhadores em falta? Isto é um absurdo e está a criar graves dificuldades às empresas", lamenta o presidente da Anivec, Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, César Araújo.

A situação parece ser transversal aos vários setores industriais e tem vindo a ganhar preponderância à medida que os números da pandemia têm subido nas últimas semanas. "Com o crescimento no número de casos aqui na zona, designadamente nos concelhos de Santo Tirso, Barcelos, Famalicão e Guimarães, aumentaram as queixas das empresas, porque, além dos trabalhadores infetados, a DGS manda para casa, para isolamento profilático, todos os que trabalham próximos, mesmo quando se trata de pessoas com a vacinação completa. Já nos aconteceu isso aqui na empresa, e a verdade é que até já passei por alguns deles na rua, apesar da ordem de isolamento", lamenta o presidente da Associação de Têxteis e Vestuário de Portugal (ATP).

Mário Jorge Machado considera a medida "desprovida de qualquer sentido" e advoga o reforço da testagem para esses casos, mas mantendo os trabalhadores no ativo. "Claro que atrapalha muito o negócio. A situação já não está fácil, e agora, com mais esta variável em cima, a coisa complica-se. Que os casos positivos fiquem em casa parece-me óbvio; quanto aos restantes, obrigue-se à realização de testes rápidos diários. Mandá-los para casa não é a solução", defende. A ATP não tem dados concretos sobre o nível de absentismo, mas admite que os 20% referenciados por César Araújo estejam em linha com a realidade. "Acredito que seja dessa ordem de grandeza, sim, atendendo ao número de queixas que nos têm chegado", diz.

Parlamento francês aprova passe sanitário

O parlamento francês aprovou, no domingo à noite, o passe sanitário covid-19, que atesta a vacinação, a testagem negativa ou a recuperação da doença, e será exibido na maioria dos locais públicos a partir de agosto.

A medida foi aprovada pela Assembleia Nacional francesa por 156 votos a favor, 60 contra e 14 abstenções, no final de uma maratona parlamentar iniciada na terça-feira e várias manifestações de opositores.

Após uma primeira mobilização geral a 17 de julho, dezenas de manifestações contra restrições sanitárias realizaram-se novamente lugar no sábado.

O Senado francês aprovou, na madrugada de domingo, o passe sanitário, mas com modificações, como a isenção para menores e em esplanadas de bares e restaurantes, bem como em centros comerciais por causa do acesso a supermercados.

Os senadores decidiram também que a utilização do passe sanitário será limitada até ao fim do estado de urgência sanitário, previsto até 31 de outubro.

Os senadores querem ainda que os jovens de 16 e 17 anos não precisem da autorização dos pais para se vacinarem. Também as medidas de isolamento obrigatório para os infetados foram aligeiradas.

O passe sanitário, que tem ainda de passar pelo Conselho Constitucional, deverá ser implementado no início de agosto.

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