Internamentos globais e em UCI nos números mais baixos em 10 dias

O país contabiliza agora um total de 979 987 casos e 17 422 óbitos desde o início da pandemia.

Portugal registou mais 2581 casos e 10 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira, 5 de agosto.

O país contabiliza agora um total de 979 987 casos e 17 422 óbitos desde o início da pandemia.

Há agora 45 198 casos ativos de infeção por SARS-CoV-2, menos 2 176 do que na véspera, em que também já se tinha registo uma diminuição.

Relativamente a hospitalizações, há agora 898 pessoas internadas (menos 21 do que no dia anterior), 196 das quais em unidades de cuidados intensivos (menos oito do que na véspera).

Desde 25 de julho que os internamentos globais não estavam abaixo de 900 e desde 26 de julho as hospitalizações em unidades de cuidados intensivos não eram inferiores a 200.

O boletim da DGS aponta também que há mais 4 747 recuperados da doença, num total de 917 367.

Lisboa e Vale do Tejo foi a região que registou mais novos casos (947), seguida de Norte (866), Centro (310), Algarve (230), Alentejo (143), Açores (47) e Madeira (38). Os óbitos foram distribuídos por Lisboa e Vale do Tejo (três), Centro (três), Norte (dois), Algarve (um) e Alentejo (um).

A taxa de incidência mantém-se nos 384,5 casos por covid-19 por 100 mil habitantes no continente e nos 376,9 a nível nacional.

Já o R(t) permanece em 0,92 tanto a nível nacional como no continente.

Autoagendamento exclusivo para 16 e 17 anos termina sexta-feira

O autoagendamento exclusivo para os jovens de 16 e 17 anos de idade, para vagas disponíveis no fim de semana de 14 e 15 de agosto, termina na sexta-feira e no sábado volta a estar disponível para os maiores de 18.

Segundo a informação divulgada pela task-force do plano de vacinação contra a covid-19, as segundas doses não são autoagendadas e ocorrem sempre no local onde foi administrada a primeira dose.

A possibilidade de os jovens a partir dos 16 anos poderem autoagendar a toma da primeira dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2 arrancou na terça-feira, uma semana depois de ter sido aberta a vacinação para a faixa etária para os de 18 ou mais anos, que entretanto foi suspensa e será retomada no sábado.

DGS prepara orientações sobre vacinas não aprovadas pela Agência Europeia

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a elaborar orientações sobre as vacinas contra a covid-19 Covishield (AstraZeneca) e a chinesa Sinovac, não aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), que serão divulgadas em breve.

Questionada pela Lusa sobre se a DGS irá reconhecer estas duas vacinas para efeitos de dispensa de quarentena para viajantes que chegam, por exemplo, do Brasil, a entidade disse apenas que se encontra "a elaborar orientações sobre estas matérias, as quais serão oportunamente publicadas".

A SIC noticiou na terça-feira que Portugal vai reconhecer a vacina da AstraZeneca de fabrico indiano e a chinesa Sinovac, que não estão aprovadas pela EMA nem são administradas em território nacional, dizendo que "a decisão do Infarmed será aplicada em norma da Direção Geral da Saúde".

Em resposta à Lusa, o Infarmed disse que "facultou em momento próprio as informações necessárias à Direção-Geral da Saúde" e remeteu qualquer esclarecimento para a DGS.

"Portugal continua a receber e a adquirir vacinas no âmbito dos fornecimentos enquadrados pelos contratos celebrados pela Comissão Europeia, a saber com a AstraZeneca, Janssen, Moderna e BioNTech/Pfizer", acrescenta a Autoridade Nacional do Medicamento.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, revelou que Portugal está a analisar com o Brasil a possibilidade de aliviar as restrições à entrada de passageiros provenientes do país sul-americano devido à pandemia de covid-19.

"Iniciámos um trabalho conjunto com as autoridades brasileiras (...) para ver em que condições e quando é que podemos aligeirar algumas das restrições que hoje impendem sobre passageiros que chegam a Portugal provenientes do Brasil", disse Augusto Santos Silva.

Atualmente, os passageiros provenientes do Brasil só podem viajar para Portugal por razões familiares, profissionais, de estudo ou humanitárias, têm de apresentar um teste negativo à covid-19 e têm de cumprir um período de quarentena.

Augusto Santos Silva disse que Portugal pode "avaliar as restrições que estão hoje em curso" à medida que a situação da pandemia evoluir positivamente em cada um dos países.

"Foi esse trabalho que começou no passado dia 30 de julho, entre Portugal e o Brasil, e que continuará depois de férias", disse o ministro, ao ser questionado sobre a diferença de critérios entre Portugal e Espanha quanto ao reconhecimento da certificação de vacinas contra a covid-19.

Portugal só reconhece a vacinação feita com vacinas aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento, enquanto Espanha segue o critério da Organização Mundial da Saúde, que inclui outras vacinas.

Estudo sobre carga viral em vacinados lança alerta: certificado não substitui uso de máscara

OEstado de Massachusetts, tal como muitos outros estados norte-americanos, levantou todas as restrições associadas à covid-19, inclusive o uso de máscara, no final de maio. Mas há uns dias voltou a instituir a sua obrigatoriedade. A decisão tem por base um estudo realizado pela universidade do Estado que demonstra que a carga viral de uma pessoa vacinada, que acabou por contrair a doença, é idêntica à carga viral de uma não vacinada. Ou seja, uma pessoa vacinada, mesmo que não fique doente, também pode transportar o vírus e transmite-lo.

"Este dado vem mudar muita coisa, sobretudo o conceito de transmissibilidade. A vacinação é muito importante, mas antes pensava-se que a carga viral de um vacinado era reduzida, não permitindo a transmissão, mas, pelos vistos, não é assim. E isto vem lançar novos desafios", diz ao DN o imunologista Manuel Santos Rosa e professor catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra.

Aliás, o professor alerta mesmo para o facto de se ter de repensar uma estratégia como a que seguimos em que o certificado digital de vacinação é uma arma de combate à infeção. "O certificado de vacinação deveria ser um instrumento que nos dissesse que, neste momento, temos quase a certeza de que esta pessoa não está infetada e que não é transmissora do vírus. Ora bem, esta nova informação vem demonstrar que o que parecia ser um certificado de garantia, de que não havia riscos, não é. Aquilo que um certificado pode comprovar é que a pessoa vacinada está protegida e que, provavelmente, não irá desenvolver doença grave, mas no que toca ao conceito de transmissão penso que se deve repensar as estratégias de luta contra a infeção", defende o médico. Argumentando: "Neste momento, um teste negativo diz-nos mais do que o certificado sobre alguém que vai viajar, que está num restaurante, num espetáculo ou num evento familiar. Diz-nos que essa pessoa não está mesmo infetada". Como imunologista, Manuel Santos Rosa sublinha que "a informação do estudo da universidade de Massachusetts é muito importante e deve ser tida em conta".

Surto com 127 infetados e um morto na Misericórdia de Proença-a-Nova

Um surto de covid-19 detetado na quarta-feira na Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova provocou uma morte e regista 127 casos ativos, disse esta quinta-feira à agência Lusa o presidente da câmara local.

Segundo o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, na quarta-feira, tinham sido detetados na Santa casa da Misericórdia local, 110 casos positivos e registou-se a morte de uma pessoa que "estava infetada e ativa".

"Durante esta madrugada foi feito um rastreio aos mais de 90 colaboradores [da instituição], sendo que 22 estão infetados bem como 105 utentes, de um total de cerca de 140", adiantou o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.

João Lobo confirmou que todos os utentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova "têm a vacinação completa".

Para já, foram transferidos 13 utentes que não estão infetados para outras instalações daquela instituição particular de solidariedade social (IPSS).

Segundo o autarca, os infetados mantêm-se no mesmo espaço e estão estáveis, sendo que a proteção civil municipal, conjuntamente com as autoridades de saúde e a misericórdia continuam a acompanhar a situação, uma vez que a origem do surto é ainda desconhecida.

João Lobo apela a alguma serenidade neste momento e à responsabilidade individual para minimizar eventuais redes de contágio e reduzir a ocorrência à instituição.

O autarca endereçou ainda, em nome pessoal e do município de Proença-a-Nova, "as condolências à família enlutada pela sua perda".

A autarquia decidiu também cancelar alguns dos eventos previstos para o fim de semana, realizando-se apenas o espetáculo "Minutos Mágicos", com os bilhetes quase esgotados, tendo em conta que há lugares limitados e o cumprimento das recomendações da Direção-Geral de Saúde (DGS) relativamente a distanciamento, higienização das mãos e uso obrigatório de máscara.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG