O mês mais letal: Portugal passa a barreira dos 5000 mortos em janeiro

Nas últimas 24 horas registaram-se 293 mortes e 12 435 novos casos. Há 6544 pessoas hospitalizadas, menos 83 que na sexta-feira, e mais 37 doentes em cuidados intensivos.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 293 mortes e 12 435 novos casos de covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (30 de janeiro). Números que representam um aumento de 15 óbitos face ao dia anterior e um decréscimo 760 novos casos face aos valores de sexta-feira.

Com os números deste sábado, Portugal passa a barreira dos 5000 mortos desde o início do mês, contabilizando 5273 óbitos desde o dia 1 de janeiro. O pior dia foi a última quinta-feira, quando se registaram 303 mortos. E é preciso recuar até ao dia 1 para encontrar o registo menos mau do mês - 66 óbitos. Este é, de longe, o mês mais letal da pandemia no país, representando 43,2% do total de óbitos por covid-19.

Em números globais, Portugal conta 12 179 mortos.

Há agora 6544 pessoas internadas - menos 83 que nas 24 horas anteriores - e mais 37 doentes em cuidados intensivos, para um novo máximo de 843.

Nesta altura há 179 939 casos ativos de covid-19 em Portugal, menos 1872 que no dia anterior. Nas últimas 24 horas recuperaram da doença 14 014 pessoas, um número superior ao de novos infetados.

A região de Lisboa e Vale do Tejo mantém-se como a mais afetada, com 5961 casos (45% do total nacional) e 136 mortes (46,4% do total de óbitos). Na região norte registaram-se nas últimas 24 horas 3155 novos casos e 65 óbitos.

Na região centro há 2499 novos casos e 63 mortes.

Variante inglesa em "crescimento exponencial" em Portugal

João Paulo Gomes, investigador do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, veio ontem afirmar que a variante do vírus SARS-Cov-2 detetada no Reino Unido está em "crescimento exponencial" em Portugal, estimando uma taxa de crescimento semanal na ordem dos 90%.

"Estimamos também que dentro de três semanas cerca de 65% de todos os casos de covid-19 em Portugal sejam causados pela variante do Reino Unido", declarou João Paulo Gomes numa audição conjunta com outros especialistas em saúde pública na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social, no Parlamento.

Questionado sobre o grau de transmissibilidade desta variante, o coordenador do estudo sobre diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal afirmou que é cerca de 50% mais transmissível.

Se a variante do Reino Unido tinha em dezembro "um peso modesto", neste momento tem "um peso muito sensível no número de casos de covid-19 em Portugal", disse, considerando que "funciona como um contrapeso muito considerável às medidas de confinamento".

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