Porcos podem utilizar o focinho para... jogar vídeojogos

Os porcos conseguiram entender a conexão entre o joystick e o jogo, embora tivessem sentido dificuldades em utilizar o comando.

Uma equipa de cientistas descobriu que porcos podem jogar videojogos com os seus focinhos, revela a BBC.

Quatro porcos - Hamlet, Omelette, Ebony e Ivory - foram treinados para usar um comando para direcionar um cursor ao longo de paredes e os resultados foram animadores. Os animais entenderam mesmo a conexão entre o joystick e o jogo.

Os porcos recebiam um pedaço de comida por cada vez que passassem de nível, mas mesmo quando o stock de alimentação acabou continuaram a jogar e a subir de nível quando encorajados pelos investigadores.

"Este estudo é importante porque, tal como acontece com qualquer ser sensível, a forma como interagimos com com os porcos e o que fazemos com eles tem impacto para eles", disse Candace Croney, a autora principal do estudo publicado na revista Frontiers in Psychology.

A equipa de investigação achou também que o facto de os porcos poderem jogar videojogos, mesmo sem mãos, é notável.

Não foi fácil, mas ainda assim Ivory revelou uma eficácia maior, pois foi capaz de acertar nos alvos de uma parede 76% das vezes. Apesar das lacunas em termos de habilidade, os investigadores ficaram convencidos de que as tentativas eram deliberadas e não aleatórias.

Isso significa que "até certo ponto, todos adquiriram a associação entre o joystick e o movimento do cursor".

Kate Daniels, da Willow Farm em Worcestershire, disse ao programa Today, da BBC Radio 4, que, embora os cientistas possam ter ficado impressionados, "não será uma surpresa para quem trabalha com porcos".

"Eles não jogam Minecraft, mas o facto de poderem manipular uma situação para obter uma recompensa não é nenhuma surpresa", acrescentou, citando Winston Churchill: "Os cães olham para você, os gatos olham para você de cima para baixo e os porcos olham diretamente nos olhos." "E quando vocês olha um porco bem nos olhos, pode dizer que existe inteligência", frisou.

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