Papa vai vacinar-se e critica oposicionistas: "Há uma negação suicida"

O papa Francisco anunciou este sábado que será vacinado contra a covid-19 na próxima semana e criticou os que se opõem à vacinação dizendo que refletem uma "negação suicida".

"Na próxima semana começaremos a fazê-lo aqui [no Vaticano] e marquei a minha vez. Temos de o fazer", disse o papa numa entrevista que será difundida este sábado pelo canal televisivo Canale 5, em que Francisco considera que, entre os que se opõem à vacina, "há uma negação suicida" que não consegue explicar.

"Acredito que, do ponto de vista ético, todos devem ser vacinados. É uma escolha ética, pois o que colocamos em risco é a nossa saúde, a nossa vida, mas também a vida dos outros", explicou o papa, na entrevista.

Francisco recordou que, quando era criança, a epidemia de poliomielite deixou muitas crianças paralisadas e as pessoas estavam em desespero à espera da vacina. Quando esta surgiu, era dada com açúcar.

"Por isso, crescemos na sombra das vacinas, contra o sarampo, contra isto, contra aquilo, vacinas que davam às crianças", acrescentou Francisco.

"Não sei por que alguém diz: 'Não, a vacina é perigosa'. Se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta nenhum risco particular, por que não recebê-la?" interrogou-se o papa Francisco.

Papa estupefacto com violência no Capitólio

Na mesma entrevista o papa Francisco admitiu ter ficado estupefacto com a violência do assalto de apoiantes do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao edifício do Capitólio, em Washington, na passada quarta-feira.

"Fiquei estupefacto, porque se trata de um povo disciplinado na democracia", afirmou o líder da Igreja Católica.

Francisco defendeu que "esse movimento [de apoiantes de Trump] deve ser condenado e é preciso "compreender porque é que isto não se pode repetir e aprender com as lições da História".

Mesmo em "ambientes mais evoluídos, há sempre algo que não está bem" e há pessoas que "enveredam por um caminho contra a comunidade, contra a democracia, contra o bem comum", declarou.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG