Pai, mãe e filho provocaram 33 incêndios e chamavam os bombeiros de Grândola

A família incendiária queria que os vizinhos contratassem o pai para "patrulhar" o local e evitar incêndios

Uma família residente no concelho de Grândola é suspeita de ter provocado 33 incêndios florestais em terrenos de vizinhos entre julho e outubro de 2015. Segundo fonte da PJ, Pai, mãe e filho puxavam fogo às propriedades e de seguida ligavam para os bombeiros para darem o alerta da ocorrência. Motivação? O pai, de 55 anos, pretendia ser contratado como vigilante da zona e pago pelos proprietários dos terrenos, precisamente para "patrulhar" o local e evitar a propagação de eventuais incêndios. Mas nenhum morador aceitou a proposta e os proprietários estão a braços com prejuízos de milhares de euros.

Quando em outubro a PJ avançou que tinha detido dois homens - pai e filho, de 18 anos - suspeitos de serem os autores de quatro incêndios em Grândola, já admitia que o número de fogos imputados a esta família viesse a aumentar com o desenrolar da investigação. É que entre julho e outubro as chamas castigaram como nunca esta zona do Litoral Alentejano.

"Todas as propriedades da zona foram incendiadas, menos a desta família", revelou a fonte policial, sublinhando que no preciso momento em que pai e filho foram detidos (o tribunal decretou-lhes a obrigação de permanência na habitação e de apresentações periódicas às autoridades) acabaram-se os incêndios por aquelas paragens.

Nos quatro meses de investigação que se seguiram a PJ de Setúbal confirmou as suspeitas. Os homens tinham, afinal ateado um total de 31 incêndios, enquanto a mãe, de 51 anos, é suspeita de ser a autora de mais dois fogos, pelo que também já foi constituída como arguida neste processo que reúne 33 inquéritos - um por cada fogo. "Infernizaram a vida aos vizinhos", sublinha a mesma fonte.

A acusação do Ministério Público estará para ser conhecida em breve, concluindo a investigação que a sucessão de incêndios terá sido uma estratégia utilizada pela família para convencer os moradores vizinhos a pagarem a vigilância da zona florestal ao pai. Nenhum aceitou, mas quase todos tiverem as chamas à porta de casa. Segundo a PJ, a intenção dos suspeitos seria apenas provocar pequenos fogos para intimidar os proprietários, pelo que se apressavam a chamar os bombeiros assim que as chamas deflagravam. Mas em alguns casos perderam o controlo da situação, tendo ocorrido incêndios de grandes proporções.

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