Marcelo homenageia "mestre pela palavra e pelo exemplo"

O Presidente da República cancelou esta quarta-feira a sua ida a Tenerife, nas Canárias, em Espanha, a um encontro de ministros da Justiça, com o rei Felipe VI, para poder estar nas cerimónias fúnebres do padre Feytor Pinto.

O Presidente da República lamentou esta quarta-feira a morte do padre Feytor Pinto, recordando-o como "uma das figuras mais importantes da Igreja Católica Portuguesa nos últimos cinquenta anos", e prestou homenagem ao "mestre pela palavra e pelo exemplo".

O padre Vítor Feytor-Pinto, antigo responsável pela Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, morreu esta quarta-feira, aos 89 anos.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa "lembra, já com saudade, o padre Feytor Pinto", considerando que com a sua morte "desaparece uma das figuras mais importantes da Igreja Católica Portuguesa nos últimos cinquenta anos".

"E, certamente, das mais presentes em movimentos de jovens, de famílias, de comunidades sociais as mais diversas, e das mais sensíveis a todos os grandes problemas da sociedade portuguesa, da educação à saúde, da solidariedade social às migrações, da inclusão ao mundo do trabalho", acrescenta o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa refere que Feytor Pinto "não precisou sequer de pertencer à hierarquia para ter influência decisiva em momentos essenciais da afirmação da mensagem cristã".

"O Presidente da República homenageia ainda o homem, o mestre pela palavra e pelo exemplo, o cidadão, o português, apresenta os seus mais emocionados sentimentos aos seus familiares e recorda, em particular, uma muito antiga amizade", lê-se na nota.

O chefe de Estado declara que "os anos mais recentes tornaram ainda mais forte" essa amizade, "com o acompanhamento próximo da 'via crucis', feita de amor à vida e de capacidade de resistir e de se reinventar, que o padre Vitor Feytor Pinto demonstrou até ao último minuto" da sua vida.

Contribuiu para a "afirmação da mensagem cristã" com "constante visão de serviço e de futuro"

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Feytor Pinto contribuiu para a "afirmação da mensagem cristã" com "constante visão de serviço e de futuro, ou para ajudar a estabelecer diálogos ecuménicos e a aplanar caminhos em paróquias, dioceses e plataformas de partilha, em momentos cruciais da vida comunitária, desde os anos 70".

O Presidente da República cancelou esta quarta-feira a sua ida a Tenerife, nas Canárias, em Espanha, a um encontro de ministros da Justiça, com o rei Felipe VI, para poder estar nas cerimónias fúnebres do padre Feytor Pinto.

Vítor Francisco Xavier Feytor Pinto nasceu em 6 de março de 1932, na freguesia de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Aos 10 anos ingressou no Seminário do Fundão e aos 23 anos foi ordenado sacerdote na Guarda.

Licenciado em Teologia Sistemática e mestre em Bioética, foi admitido em novembro de 2005 pelo papa Bento XVI entre os membros da família pontifícia, nomeando-o seu capelão, com o título de monsenhor.

Foi responsável pela paróquia de Campo Grande, no Patriarcado de Lisboa, e coordenou, durante vários anos, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde em Portugal.

Foi assistente nacional e diocesano da Associação Católica de Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS), assistente diocesano dos Médicos Católicos e assistente diocesano da Associação Mundial da Federação dos Médicos Católicos (AMCP) e fundador do Movimento de Defesa da Vida, em Lisboa.

O padre Feytor Pinto foi também membro do Conselho Pontifício para os Profissionais da Saúde e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Escreveu livros como "A Vida é sempre um valor", "100 entradas para um mundo melhor" e "A palavra vivida".

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