Oscar Gaspar na liderança de hospitais europeus elogia mudança na vacinação

Novo vice-presidente da União da Hospitalização Privada espera que Gouveia e Melo resolva "situação inaceitável" de ultrapassagens. E assume importância do papel dos privados na covid e no que virá depois.

Quando "75% dos profissionais de saúde do setor privado" ainda não iniciaram a vacinação e "estão a ser ultrapassados por outras pessoas", o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) deposita esperanças no novo líder da task force para a vacinação. "Espero sinceramente que o vice-almirante Gouveia e Melo possa resolver esta situação, que é totalmente inaceitável, nos próximos dias", disse Oscar Gaspar ao DN, no dia em que assumiu uma nova missão de amplo relevo na construção da União Europeia da Saúde.

Representante dos hospitais privados em Portugal desde 2016, Gaspar foi ontem escolhido para vice-presidente da União Europeia da Hospitalização Privada (UEHP), a mais representativa associação de hospitais e clínicas privadas da União - congregando associações de 17 países e mais de 5 mil hospitais e clínicas.

O mandato para o qual foi eleito chega numa altura particularmente relevante, em que Portugal assume a presidência do Conselho da União Europeia, e que reafirma a prioridade de se construir uma União Europeia da Saúde. O momento ganha ainda mais relevância dado o contexto de pandemia e o tratamento que vai ser preciso garantir a uma Europa a viver os efeitos da covid - mas também depois de a conseguirmos controlar. "Os hospitais privados podem dar um contributo importante também na recuperação da atividade assistencial" no pós-pandemia, defende Oscar Gaspar.

Questionado sobre a substituição do coordenador da task force para a vacinação, o novo executivo da UEHP afirma que "é uma oportunidade para rever processos que, como é público, não estão a correr bem". E aponta a "discriminação de uns profissionais de saúde em relação a outros", mas também a questão de saúde pública, que está ainda mais em causa quando se sabe que "os profissionais de saúde atendem todos os dias um elevado número de pacientes".

Lugar e voz ao país na Europa

Para o antigo secretário de Estado da Saúde, a atribuição desta cadeira executiva no organismo europeu da hospitalização privada é um momento notável: "Os cidadãos devem ver esta vontade política como uma oportunidade de melhorar os cuidados de saúde em cada país, com a definição de metas em termos de acesso e de qualidade."

Frisando que os hospitais privados saberão constituir-se como "pilares relevantes dos sistemas de saúde", Gaspar realça que a sua eleição para esta estrutura representa "uma forma de dignificarmos o país e podermos participar nas decisões mais importante que são tomadas em Bruxelas". Além de traduzir o reconhecimento europeu do papel e do trabalho que a hospitalização privada portuguesa tem desenvolvido, com resultados "no assento e na visibilidade que Portugal e os seus representantes ganham nas instâncias europeias".

Presidida pelo médico francês Paul Garassus e agora com Oscar Gaspar como vice, a UEHP - que desenvolve a atividade de acompanhamento das políticas europeias a partir de Bruxelas, com o objetivo de os sistemas de saúde garantirem igualdade de acesso, qualidade da prestação de cuidados e sustentabilidade - reforça o "compromisso de defender e representar os hospitais privados, promovendo cuidados com foco no paciente e contribuindo para a eficiência dos sistemas de saúde".

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