Os outros casos de justiça com Luís Filipe Vieira envolvido

O presidente do Benfica viu recentemente arquivado um caso que o envolvia com o BPN. Mas continua arguido na Operação LEX e Saco Azul.

Ao longo dos anos em que está na presidência do Benfica, o nome de Luís Filipe Vieira foi envolvido em vários processos, envolvendo o clube da Luz e situações da sua vida pessoal. Que se saiba, neste momento, o presidente dos encarnados é arguido em dois processos, relacionados com a Operação LEX e a Operação Saco Azul. Este ano, em abril, Vieira viu um outro processo, relacionado com o BPN, ser arquivado.

Em outubro de 2018, algumas notícias deram conta de que Vieira seria arguido no famoso caso dos emails, mas na altura a Procuradoria Geral da República emitiu um comunicado a desmentir esta informação, esclarecendo que o único arguido do processo era Paulo Gonçalves, na altura diretor jurídico da SAD benfiquista.

Caso BPN

Luís Filipe Vieira viu-se envolvido num caso de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, num dos processos ligados ao BPN, mas o processo acabou por ser arquivado em abril deste ano. Os procuradores Inês Bonina e Pedro Roque indicaram no despacho que não existiam "indícios suficientes da prática de crime" pelos arguidos Luís Filipe Vieira e José Manuel Gouveia, administrador da Inland. O dirigente encarnado detinha 80% das ações e presidia ao grupo Inland, que beneficiou de um crédito do BPN, no valor de 17,4 milhões de euros, para financiar um aumento de capital do fundo imobiliário BPN Real Estate. O processo remontava a 2009, data da nacionalização do BPN, quando a administração do banco denunciou ao Ministério Público que esta empresa detida por Vieira teria sido beneficiária de um crédito.

Operação LEX

Luís Filipe Vieira é um dos arguidos, juntamente com o juiz Rui Rangel e com José Veiga, da chamada operação Lex. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os 17 arguidos desta investigação são suspeitos da prática dos crimes de corrupção passiva e ativa para ato ilícito, recebimento indevido de vantagem, abuso de poder, usurpação de funções, falsificação de documento, fraude fiscal e branqueamento. Um dos casos sustentados neste inquérito que envolve Luís Filipe Vieira tem a ver com um processo de execução fiscal contestado pelo presidente do Benfica e sobre o qual Rangel pediu informações aos magistrados envolvidos. Apesar de não ter conseguido influenciar um desfecho favorável a Vieira (cujo pagamento de 1,6 milhões de euros não foi anulado), a investigação recolheu registos de que Rangel beneficiou de ofertas de lugares na tribuna presidencial do Estádio da Luz e de viagens ao estrangeiro.

Operação Saco Azul

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, a SAD do clube e a Benfica Estádio foram constituídos arguidos pelo Ministério Público em julho de 2020 no âmbito de uma investigação desencadeada pela Autoridade Tributária. Em causa na Operação Saco Azul, em curso desde 2018, estão crimes de fraude fiscal envolvendo valores referentes a IVA e IRC. A Procuradoria-Geral da República confirmou na altura que foram constituídas arguidas três pessoas neste processo. "Confirma-se apenas a existência de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (MP) do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e no qual se investigam factos suscetíveis de integrarem crime de fraude fiscal", disse fonte oficial da PGR. O inquérito remonta a 2018, quando a Autoridade Tributária e Aduaneira alertou para a faturação excessiva de uma empresa de consultoria informática. Esta empresa e os seus responsáveis já tinham sido constituídos arguidos. Em causa estão 1,8 milhões que saíram das contas da Benfica, SAD, num período de meio ano, para pagamento de serviços que alegadamente nunca foram prestados.

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