Jovem de 27 anos sem patologias é uma das vítimas de covid das últimas 24 horas

Em apenas 24 horas, morreram 219 pessoas devido à covid-19 em Portugal. Uma das vítimas é um jovem de 27 anos residente na Grande Lisboa. O número de óbitos nesta faixa etária sobre para oito. Há também novo recorde no número diário de infeções: mais 14 647 novos casos.

Portugal nunca registou num só dia tantas mortes por covid-19 e tantas infeções. Em apenas 24 horas, morreram mais 219 pessoas (mais uma que no dia anterior) devido ao novo coronavírus e foram diagnosticados 14 647 novos casos - mais 4192 que os registados no boletim de terça-feira.

Todos os números mantém a tendência de crescimento. Nas últimas 24 horas foram internadas mais 202 pessoas (126 no balanço anterior), para um total de 5 493. E há mais 11 doentes em cuidados intensivos, perfazendo agora um total de 681.

Há mais 6493 pessoas recuperadas da doença. Nesta altura os casos ativos ascendem aos 143 776.

Quase 100 mortos em 24 horas em Lisboa e Vale do Tejo

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a liderar o número de novos contágios: foram 5 593 nas últimas 24 horas. Mas a região Norte registou um aumento muito significativo em comparação com o dia anterior: houve 5097 novos casos quando no último boletim tinham sido 2970. Quanto aos óbitos chegaram quase a uma centena na região da capital - 98. No norte foram 55.

A região centro conta 2780 novos casos e 44 mortes. Só os Açores voltaram a não registar qualquer óbito nas últimas 24 horas.

Números que ilustram bem a situação dramática que está a ser vivida por muitos profissionais em hospitais do Serviço Nacional de Saúde, cuja capacidade de resposta está, cada vez mais, sob pressão.

Mais uma morte na faixa etária entre os 20 e os 29 anos

Nas últimas 24 horas morreu mais uma pessoa na faixa etária entre os 20 e os 29 anos - há agora um total de oito óbitos nestas idades. Segundo o DN apurou, trata-se de um jovem de 27 anos, residente na área da Grande Lisboa, e sem patologias associadas. Pelo menos, explicaram-nos, o certificado de óbito não há qualquer referência a patologias associadas.

Entre os 30 e os 39 anos também foi contabilizada mais uma morte. E na faixa etária entre os 40 e os 49 anos há mais três óbitos a registar.

Entre os 50 e os 59 anos morreram cinco pessoas, e na faixa etária seguinte (60/69 anos) o número de óbitos foi de 17.

Morreram 45 pessoas entre os 70 e os 79 anos nas últimas 24 horas e 147 pessoas com mais de 80 anos.

Os piores cenários previstos pelos especialistas começam, assim, a ser antecipados pelos números do relatório da DGS, como aquele traçado ao DN por Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, professor que integra a equipa que faz a modelação da covid-19 desde o início da pandemia. Previa-se que, entre os dias 24 e 30 de janeiro, se pudesse atingir os 14 mil infetados. "Trabalhamos com dois modelos em termos de incidência da doença para o número de casos, um aponta para os 14 mil infetados", refere Carlos Antunes, salvaguardando que "este pico pode ser ultrapassado".

Afirmou, aliás, que "ninguém pode dizer com certezas o que vai ou não acontecer daqui para a frente", mas o que se vê nesta altura é que a própria realidade se está a antecipar aos modelos matemáticos.

Foi o que aconteceu na terça-feira e também hoje, tendo em conta os dados do boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (20 de janeiro).

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