"Nossa Senhora salvou-me a vida", disse João Paulo II há 36 anos

Papa João Paulo II sofreu uma tentativa de homicídio há 36 anos, a 13 de maio. Há 35 anos sofreu outra em Fátima

Faz hoje 36 anos que o papa João Paulo II foi baleado na Praça de São Pedro, no Vaticano. Uma das duas balas que atingiu o papa foi entretanto colocada na coroa de Nossa Senhora no Santuário de Fátima, onde o papa Francisco preside este sábado, 13 de maio, às comemorações do Centenário das Aparições.

João Paulo II foi o papa que mais vezes foi a Fátima: três vezes no total. O Sumo Pontífice criou uma ligação especial a Nossa Senhora depois de ter sido alvo de uma tentativa de homicídio no dia 13 de maio de 1981, dia de Maria.

"Nossa Senhora de Fátima salvou-me a vida", disse o papa várias vezes na altura, segundo o agora cardeal e arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz, citado pela Ecclesia. Após o atentado, o papa "redescobriu o significado da mensagem de Fátima", continuou o cardeal, e defendeu que foi Maria quem desviou as balas.

No ano seguinte, em 1982, João Paulo II fez a primeira visita ao santuário português e sofreu uma segunda tentativa de homicídio. Juan Fernández Krohn, padre espanhol, tentou esfaquear o papa e foi impedido pelas forças de segurança portuguesas.

Em 1989, uma das balas que quase tirou a vida do papa foi incrustada na coroa da escultura de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Esta coroa de ouro tem 1,2 quilos, 313 pérolas e 2679 pedras preciosas, segundo o site Papa 2017.

Em 1991, 10 anos após o primeiro atentado, o Papa polaco João Paulo II, nascido Karol Wojtyla, voltou a Fátima, mais uma vez para agradecer a intervenção de Nossa Senhora. Em 2000, ano em que é revelado o terceiro segredo de Fátima, João Paulo II voltou ao santuário de Nossa Senhora e beatificou os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, também a 13 de maio.

O papa Francisco canonizou estes dois pastorinhos este sábado, no Santuário de Nossa Senhora.

O autor do primeiro atentado contra João Paulo II, o turco Mehmet Ali Agca foi perdoado pelo papa e libertado da prisão italiana onde cumpria pena em 2010. Em 2014, Agca voltou ao Vaticano e depositou flores no túmulo de João Paulo II.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG