NASA vendeu por engano uma relíquia da primeira alunagem

Agora a agência espacial está numa batalha legal com a nova dona do artefacto, que argumenta que o comprou justamente

A agência espacial norte-americana NASA vendeu acidentalmente um artefacto da Apolo 11, a missão que realizou a primeira alunagem em 1969. O leilão decorreu no ano passado e agora a NASA enfrenta grandes dificuldades legais para recuperar a relíquia, um saco de amostras que foi usado pelos dois primeiros homens na Lua, Neil Armstrong e Buzz Aldrin, para recolher material lunar.

Segundo escreve a agência Associated Press (AP), o saco foi vendido devido a um erro administrativo que fez com que dois sacos idênticos de amostras lunares, um usado na missão Apolo 11 e outro na missão Apolo 17, fossem marcados com o mesmo número de referência. O erro só foi detetado quando a nova dona do saco, que o comprou em fevereiro de 2015 como sendo da Apolo 17, o enviou para a NASA para que fosse autenticado.

Ao dar-se conta do erro, a administração da NASA decidiu ficar com o artefacto e está agora a travar uma batalha legal com a dona, Nancy Carlson, que afirma tê-lo comprado de forma justa e quer a sua devolução. Segundo a AP, o saco de amostras, que foi para a Lua em julho de 1969 e tem material lunar no tecido, é considerado pelo governo dos EUA "um artefacto raro, se não um tesouro nacional".

Não é a primeira vez que este saco de amostras lunares está no centro de uma controvérsia. Em 2005, o fundador e diretor do Kansas Cosmosphere and Space Center, Max Ary, foi considerado culpado de roubar artefactos que eram emprestados pela NASA à sua instituição, e posteriormente vendê-los. Um dos artefactos emprestados que Ary roubou do seu próprio museu foi este saco da Apolo 11, que foi descoberto na sua garagem durante a investigação. O saco regressou assim à NASA, apenas para ser mal identificado e ser vendido, por engano, a Nancy Carlson em 2015.

Agora, segundo a AP, a NASA espera conseguir que o mesmo juiz que julgou o caso de Max Ary possa decidir a favor da agência espacial, de forma a restituir a Carlson o dinheiro que pagou por este "tesouro nacional" - 995 dólares, ou cerca de 889 euros - e manter o saco de amostras da Apolo 11 na NASA, mas a batalha legal ainda está em progresso.

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