Mudar de vida. Deixar Paris e ir viver para o meio do Alqueva

Didier, de 57 anos, está a contar os dias que faltam para poder vir morar para a região. Vai vender casa de férias em Santarém para mudar

Com o termómetro a marcar quase 40 graus, no paredão da barragem do Alqueva, era impossível não reparar num casal que se entretinha a fazer selfies com várias poses e indiferentes ao sol abrasador. Depois olhavam para o mapa e apontavam os sítios onde ainda queriam ir, fazendo comentários em francês. Ele com um ar meio hippie, de calções e brinco na orelha, ela, mulher africana de sorriso festivo e rosto alegre. Didier, ele, de 57 anos, e Diemé, de 44, contaram ao DN como o Alqueva vai mudar as suas vidas.

"Estamos atualmente no parque de campismo de Lagos, de férias, e viemos visitar o Alqueva durante três dias porque para mim é a mais bela região de Portugal", explica Didier, apoiado pela mulher: "Também fiquei apaixonada." Reformado antecipadamente do Metro de Paris, Didier é presidente de uma junta de freguesia com o mandato a terminar em 2020. Está a contar os dias para realizar o seu sonho alentejano. "Tenho uma casa perto de Santarém, no Pombalinho, e o objetivo é de a vender e comprar uma casa na região do Alqueva para preparar a reforma. Ainda tenho três anos pela frente".

Já Diemé é professora de francês e inglês e tem esperanças de vir a ensinar a língua francesa em escolas públicas ou privadas, em Portugal. "Tenho três anos para aprender a falar português, até nos mudarmos para cá", graceja. Mas apesar de a meta não ser já imediata, planos não faltam à mulher de Didier. "Quero fazer passeios no Alqueva, continuar a ir a Lagos, ter um barco na marina". Didier também desenha cenários, entusiasmado. "Monsaraz ou Mourão são algumas das opções para vivermos, ou até a Amieira. Temos também por objetivo criar um alojamento turístico que seja rentável".

O casal francês terá de fazer muita prospeção de mercado porque a região está bem fornecida de casas de turismo rural, sobretudo na zona de Monsaraz mas também em Moura e Portel. Há até uma unidade de cinco estrelas, o São Lourenço do Barrocal, em Monsaraz.

Naquela região não se pode dizer que o céu é o limite pois ali parece espraiar-se sem limites. Há futuro para Didier e Diemé.

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