Mortalidade na transição para março inferior à média 2015-2019

O boletim estatístico sobre mortalidade no contexto da pandemia da covid-19 indica que entre 1 e 7 de março houve 2299, menos 174 mortes do que a média das mesmas semanas entre 2015 e 2019. Destes óbitos, 9,3% foram atribuídos à covid-19.

O número de mortes em Portugal na transição de fevereiro para março foi inferior à média para o mesmo período nos últimos cinco anos, uma situação que não se verificava desde junho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O boletim estatístico sobre mortalidade no contexto da pandemia da covid-19 divulgado esta sexta-feira indica que entre 22 e 28 de fevereiro houve 2506 mortes, menos oito do que a média, e entre 1 e 7 de março houve 2299, menos 174 mortes do que a média das mesmas semanas entre 2015 e 2019.

Destes óbitos, 13,1% dos que aconteceram na última semana de fevereiro e 9,3% dos da primeira semana de março foram atribuídos à covid-19.

Desde o início da pandemia, só entre 8 e 21 de junho de 2020 é que a mortalidade semanal tinha estado abaixo da média para o mesmo período nos últimos cinco anos, refere o INE.

A maior parte das mortes esteve concentrada nas regiões de Lisboa, Norte e Centro

Das pessoas que morreram em Portugal entre 22 de fevereiro e 7 de março, 71,3% tinham 75 ou mais anos de idade e em comparação com a média dos últimos cinco anos, "o número de óbitos reduziu-se em todos os grupos etários, com exceção dos grupos 65-69 anos e 70-74 anos".

A maior parte das mortes (81,7%) esteve concentrada nas regiões de Lisboa, Norte e Centro mas "em termos de óbitos por 100 mil habitantes, apenas as regiões Alentejo (63,9), Centro (53) e Área Metropolitana de Lisboa (47,4) apresentaram valores superiores ao nacional (46,6)

Nas semanas analisadas no boletim de hoje, 63,4% das mortes aconteceram em hospitais.

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