Marcelo envia livros para prisões e diz que ninguém está condenado para sempre

O Presidente da República mandou entregar livros nos estabelecimentos prisionais de Bragança e Custóias e apelou ainda ao regresso às livrarias.

O Presidente da República quis associar os reclusos ao Dia Mundial do Livro, que se celebra esta sexta-feira, e enviou livros para as bibliotecas de dois estabelecimentos prisionais, defendendo que ninguém está condenado para sempre.

Segundo uma nota publicada no site oficial da Presidência da República, "de forma simbólica", Marcelo Rebelo de Sousa "mandou entregar livros às bibliotecas do Estabelecimento Prisional de Bragança e do Estabelecimento Prisional de Custóias", que se situa em Matosinhos, no distrito do Porto.

O chefe de Estado quis assim "associar as pessoas detidas em estabelecimentos prisionais à celebração do Dia Mundial do Livro, enviando-lhes uma mensagem de solidariedade e reafirmando que ninguém está condenado para sempre".

"Todos podem e devem refazer as suas vidas num processo de ressocialização pessoal e social. Neste caminho, o Presidente da República convoca as mulheres e homens em situação de reclusão a descobrir o prazer de ler, a criar hábitos de leitura que ajudam a combater o isolamento, incentivam o conhecimento, o espírito e a criatividade", lê-se na nota.

Numa outra mensagem publicada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa apelou ao regresso "de forma entusiasta mas segura" às livrarias e prometeu que neste segundo mandato se manterá próximo do setor livreiro.

Desde que assumiu a chefia do Estado, a 9 de março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa teve várias intervenções e iniciativas para incentivar leitura e apoiar editores e livreiros.

Lançou logo no primeiro ano de mandato uma Festa do Livro com entrada livre nos jardins do Palácio de Belém, reeditada nos três anos seguintes, e promoveu encontros literários entre autores e alunos de vários níveis de escolaridade.

Uma das ocasiões em que visitou livrarias foi no Dia Mundial do Livro, em 2018, na zona do Chiado, em Lisboa, onde esteve num alfarrabista prestes a fechar e ouviu queixas sobre o preço das rendas.

Já no atual contexto de pandemia de covid-19, em maio do ano passado, foi à Livraria Barata, em Lisboa, e pediu aos cidadãos que ajudassem à sua sobrevivência neste "tempo muito difícil" para o setor livreiro e para a cultura em geral.

Em 2020 o Presidente da República decidiu cancelar a 5.ª Festa do Livro em Belém, para evitar a propagação da covid-19, tendo em conta que esta iniciativa incluía além da venda de livros outras atividades para vários públicos, como debates, concertos, cinema, teatro e jogos didáticos.

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