334 novos casos. Há mais internados que na semana passada

Há agora 245 doentes hospitalizados com covid-19, mais 22 que no dia anterior. Número de internados em cuidados intensivos também aumentou.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 334 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativo a este domingo (16 de maio). Há também a registar um óbito.

Há agora 245 hospitalizados, mais 22 em comparação com o dia anterior. Nas unidades de cuidados intensivos estão atualmente 76 doentes, um acréscimo de 5 face ao boletim de ontem

Em relação aos internamentos, os números deste domingo representam a maior subida desde 19 de abril, dia em que se registou um aumento de 26 hospitalizações.

Em 24 horas, recuperaram da doença 229 pessoas. Nesta altura há 22 275 casos ativos de covid-19 em Portugal, mais 104 que no dia anterior.

O óbito registado este domingo foi na região norte, que apresenta também o maior número de novos casos - 141. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 82 contágios.

A região autómona da Madeira tem 37 novos casos, enquanto a região centro do país conta mais 33. No Algarve há mais 22 casos, nos Açores 15. Na região centro foram contabilizados quatro contágios. No Alentejo foram 4.

Esta semana termina com mais pessoas internadas que a anterior: são agora 76, contra as 74 de há sete dias.

Já o número de óbitos manteve-se igual - 15, tal como já tinha sucedido na semana anterior.

No que se refere ao número de novos casos, esta semana termina com valores superiores - mais 295 casos (2600 nos últimos sete dias, 2305 no periodo homólogo anterior). Em termos de média, passou de 329,2 para 371,4.

Uso de máscara é para manter, mesmo para os vacinados

Dados que surgem depois de o Secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales, ter vindo afirmar que "não está a ser equacionada" a possibilidade de acabar com a obrigatoriedade de uso de máscara para quem tenha sido já vacinado, uma medida que vai avançar nos Estados Unidos.

Para Lacerda Sales falta robustez científica para avançar com a medida assumida pelos norte-americanos (tomada depois de o Centro de Controlo de Doenças vir dizer que reviu as suas orientações à luz de evidência científica).

"Tomámos a decisão de manter o uso de máscara mesmo após a vacinação por ainda "não haver robustez científica quanto à possibilidade de transmissibilidade do vírus, nomeadamente nos assintomáticos", referiu ontem o governante nas Caldas da Rainha.

Lacerda Sales sublinhou que, por enquanto, continuarão a ser cumpridas as regras de proteção individuais e coletivas definidas pela Direção-Geral da Saúde, reforçando: "O que o governo recomenda é que se mantenha o uso de máscara e o distanciamento."

Já este domingo, as autoridades sanitárias alemãs admitiram que venha a ser necessária no próximo ano uma terceira dose da vacina contra o novo coronavírus, tal como já haviam apontado alguns fabricantes.

Numa entrevista publicada hoje, o presidente da Comissão Permanente de Vacinação (Stiko) alemã, Thomas Mertens, avisou que as atuais vacinas contra a covid-19 "não serão as últimas". "Em princípio, devemos preparar-nos para que, provavelmente, no próximo ano todos tenhamos de refrescar a nossa proteção imunológica", admitiu.

A Alemanha ainda não tomou qualquer decisão a esse respeito, estando a aguardar os estudos imunitários que estão a ser efetuados na população já vacinada.

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