Mais seis mortes e 566 novos casos nas últimas 24 horas

O boletim da DGS reporta que o número total de internados nas últimas 24 horas se manteve o mesmo que ontem, 466. Estão 113 pessoas nos cuidados intensivos, menos seis do que ontem.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 566 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Foram também reportadas mais seis mortes, indica o relatório deste domingo.

O número geral de internados manteve-se o mesmo de ontem (466) mas a pressão sobre as unidades de cuidados intensivos diminuiu ligeiramente (menos seis pessoas internadas, totalizando agora 133).

Das seis mortes, quatro ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e duas na região Norte. O número de novos casos cresceu mais em LVT (+200) do que no Norte (+183).

O boletim da DGS revela, por outro lado, uma evolução negativa da pandemia nas últimas 24 horas, com o número de novos infetados (566) a ser superior ao número de pessoas recuperadas (410).

Na distribuição regional dos novos infetados nas últimas 24 horas, verifica-se que os Açores têm valores superiores aos do Algarve (41 contra 33). A Madeira, com 31 novos infetados, também está muito perto dos valores do Algarve.

A "matriz de risco" (ver imagem em baixo), referência para o prosseguimento (ou não) das medidas de desconfinamento, continua por atualizar desde quinta-feira passada.

No total, já morreram em Portugal, desde o início da pandemia, 16916 pessoas, tendo sido registados 827 494 infetados.

Recorde de testes rápidos num só dia

O recurso a testes rápidos de antigénio à covid-19 está a aumentar em Portugal, tendo atingido o maior número a sete de abril, com mais de 34 mil realizados nesse dia, segundo dados do Instituto Ricardo Jorge.

"Foi o dia em que fizemos mais testes rápidos de antigénio desde o início da pandemia [em março de 2020], correspondendo a 55% do total de testes feitos" no país nessa data, disse à agência Lusa Cristina Abreu Santos, vogal do conselho diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Os dados mostram que houve "um maior recurso a estes testes rápidos de antigénios, sobretudo, em contexto de rastreios que estão a ser feitos no país", como, por exemplo, nas escolas e em locais de maior risco de transmissão em meio laboral, adiantou.

Portugal pode rever medidas de reabertura em 2 meses

Portugal poderá atingir 120 novos casos de covid-19 por cada 100 000 habitantes em dois ou mais meses, segundo o relatório de monitorização este sábado divulgado pela Direção-Geral da Saúde e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

"O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/Covid-19 por 100.000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 66, com tendência ligeiramente crescente a nível nacional", pode ler-se no segundo relatório de monitorização das "linhas vermelhas" da DGS e do INSA, relativo ao período entre 24 de março e 7 de abril.

"Estima-se que o tempo de duplicação da incidência seja de 86 dias, o que significa que, à atual taxa de crescimento, será preciso dois ou mais meses para atingir a linha de 120 casos por 100 000 habitantes", alertam os dois organismos.

Em 11 de março, na apresentação do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapassar os "120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias" ou sempre que o Rt - o número médio de casos secundários que resultam de um caso infetado pelo vírus - ultrapasse 1.

De acordo com o documento hoje divulgado, o índice de transmissibilidade (Rt) apresenta valores superiores a 1, tanto a nível nacional (1,02) como nas várias regiões de saúde do continente, com exceção da região do Alentejo (0,99).

A nível nacional, observa-se um aumento do valor do Rt desde 10 de fevereiro de 2021.

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