R(t) sobe para 1 no continente. Há mais seis mortes e 159 casos

Estão internados 536 doentes com covid-19, mais 19 do que no dia anterior, indica o boletim diário da DGS.

Registaram-se em Portugal 159 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta segunda-feira (5 de abril) refere também que morreram mais seis pessoas devido à infeção pelo novo coronavírus.

Há agora 536 doentes internados - são mais 19 pessoas do que no dia anterior. Já nas unidades de cuidados intensivos o número desceu para 112 doentes, menos cinco face a domingo, o valor mais baixo desde 7 de outubro, dia em que estavam internadas nestas unidades 104 pessoas.

O índice de transmissibilidade, o chamado R(t), subiu para 1 no continente, sendo que a nível nacional este indicador situa-se nos 0,98.

Um aumento nos valores deste indicador, tendo em conta que na sexta-feira, dia da última atualização, a DGS indicava que o R(t) no continente e a nível nacional estava nos 0,97.

A incidência do SARS-CoV-2 no nosso país a 14 dias está em 60,9 casos por 100 mil habitantes, se tivermos em conta apenas o território continental (na última atualização era de 62,9). Já a nível nacional, a incidência situa-se nos 62,8 novos casos por 100 mil habitantes (na sexta-feira era de 65,6).

Com estes dois indicadores, o R(t) e a incidência do vírus, Portugal mantém-se na zona verde da matriz de risco, mas cada vez mais próximo da zona amarela.

No total, desde o início da pandemia (em março de 2020), Portugal contabiliza 823 494 diagnósticos de covid-19, 16 885 óbitos e 780 643 casos de pessoas que recuperaram da doença (mais 321 face ao dia anterior).

Há, atualmente, 25 966 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus no país, mais 168 do que o reportado no boletim de domingo.

Das seis mortes reportadas nas últimas 24 horas, duas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, duas no Norte e as restantes no Centro.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novas infeções pelo novo coronavírus, mais 65. Logo a seguir, surge o Norte, com 44 novos casos, e o Algarve, com 32 diagnósticos de covid-19 reportados.

Dos restantes casos de infeção, cinco foram notificados na região Centro, dois no Alentejo, nove na Madeira e dois nos Açores.

Dados da evolução da pandemia no país no dia em que arranca a segunda fase do plano de desconfinamento desenhado pelo Governo, que se prolonga até 15 de abril.

A partir de hoje, regressam as aulas presenciais para os alunos do 2.º e 3.º ciclos, reabrem esplanadas (num máximo de quatro pessoas por mesa) e as lojas com porta para a rua com menos de 200 metros quadrados. Os ginásios também voltam a reabrir, mas ainda sem a possibilidade de aulas em grupo.

Fenprof defende turmas com menos alunos para melhor aprendizagem e distanciamento

Também a partir desta segunda-feira e até ao final da semana decorre a testagem dos professores dos 2.º e 3.º ciclos. Já a vacinação para os docentes e funcionários dos ciclos que hoje regressam ao ensino presencial está marcada para o próximo fim de semana, altura em que serão imunizados cerca de 150 mil profissionais.

E no dia em que os alunos do 5.º ao 9.º ano regressam às escolas, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu turmas com menos alunos para assegurar melhorias na aprendizagem e o cumprimento das regras de distanciamento.

"Era necessário que as turmas pudessem ser ainda reorganizadas para poderem ficar com menos alunos. Isso era importante do ponto de vista da aprendizagem e de um trabalho mais personalizado dos professores, mas também para manter o distanciamento", afirmou Mário Nogueira, que falava aos jornalistas junto à Escola Eugénio de Castro, em Coimbra.

O dirigente sindical realçou também a importância do reforço do pessoal não docente, numa altura em que a desinfeção e limpeza "são fundamentais" e em que as escolas ainda apresentam um défice.

No entanto, a preocupação com as condições dos alunos nas escolas "é superada pela importância que tem o regresso ao ensino presencial", frisou.

"O ensino presencial já fazia falta. Os prejuízos que os nossos alunos tiveram ao longo deste período todo foram grandes, apesar do esforço de todos", notou. Mário Nogueira espera agora que seja possível manter as escolas abertas até ao final do ano letivo.

Testes rápidos e grátis para todos em Inglaterra duas vezes por semana

Também no Reino Unido está em curso um processo de desconfinamento gradual, que a partir da próxima semana entra numa nova fase, com a reabertura do comércio não essencial e de esplanadas. Mas antes, já a partir desta sexta-feira, todos em Inglaterra vão poder realizar testes rápidos e gratuitos duas vezes por semana.

O objetivo é quebrar cadeias de transmissão do SARS-CoV-2, evitar surtos da doença e detetar possíveis variantes do vírus.

Boris Johnson destaca esta testagem em massa, sublinhando o "bom progresso" que o país tem registado no plano de vacinação.

Numa altura em que Inglaterra está, de forma gradual, a desconfinar, "os testes rápidos regulares são ainda mais importantes para garantir que os esforços não são desperdiçados", salientou o primeiro-ministro.

Casos de infeção no mundo superam os 131 milhões

A pandemia do novo coronavírus superou os 131 milhões de casos de infeção a nível mundial, com mais de 500 mil novos contágios nas últimas 24 horas, segundo o balanço da AFP desta segunda-feira.

No total, e desde que o novo coronavírus foi identificado na China em dezembro de 2019, pelo menos 131 213 930 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

Desde o início da crise sanitária, a doença covid-19 já provocou pelo menos 2 853 908 vítimas mortais no mundo, de acordo com a agência francesa.

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