Casos sobem para máximo do último mês. Mais de metade são em Lisboa

Em novo dia sem mortes, segundo o boletim da DGS, há mais 604 casos novos de covid-19 nas últimas 24 horas e mais de metade dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas há menos dois internados nos hospitais por covid-19 e também menos três doentes em cuidados intensivos.

Portugal registou este sábado 604 novos casos de infeção, mas não foi registada nenhuma morte, de acordo com o balanço da Direção Geral da Saúde relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

Reforça-se assim a tendência de subida de casos dos últimos dias, atingindo-se um máximo de novos infetados em mais de um mês - desde 22 de abril que Portugal não ultrapassava os 600 casos.

Mas também continua a verificar-se uma menor letalidade e gravidade hospitalar da situação pandémica: nos últimos sete dias, a média de mortes ficou pela primeira vez abaixo de um e quanto aos internados há menos dois, num universo de 244, e menos três em cuidados intensivos, onde há agora 49 doentes, um número que não se registava há bastante tempo - desde setembro de 2020.

O boletim da DGS reporta ainda que há mais 99 casos ativos em Portugal, totalizando agora 22 633 tendo sido registados mais 510 recuperados da doença, atingindo agora 808 557. Há ainda a registar mais 582 contactos em vigilância para um total de 23 469.

Dos 604 novos casos, mais de metade são registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 327. Segue-se a região do norte, com 164, a do centro com 52 e a do Algarve com 19 e o Alentejo com 12.

Nas regiões autónomas os números também continuam baixo, com 21 novas infeções nos Açores e 14 na Madeira.

Vacinados com Astrazeneca

Estes dados são revelados no dia em que se soube que as pessoas com menos de 60 anos que foram vacinadas com uma dose da vacina da Astrazeneca podem receber a segunda dose de uma vacina da Pfizer ou da Moderna, segundo uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A norma da DGS, divulgada na sexta-feira, atualizada a Norma 003/2020, relativa à vacina Vaxzevria, designada anteriormente por Astrazeneca.

"Esta norma determina que as pessoas com menos de 60 anos que já foram vacinadas com uma dose de vacina Vaxzevria possam ser vacinadas com uma vacina de mRNA [como a Pfizer ou a Moderna], respeitando o intervalo previsto de 12 semanas após a primeira dose", refere a DGS no documento publicado no seu 'site'.

"As pessoas que adiaram a segunda dose do esquema da Astrazeneca, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA", sublinha a norma.

Vietname descobre variante híbrida

O Vietname descobriu entretanto uma nova variante de covid-19 que se espalha rapidamente pelo ar e é uma combinação das variantes indiana e britânica.

"Descobrimos uma nova variante híbrida das da Índia e do Reino Unido", disse o ministro da Saúde, Nguyen Thanh Long, num encontro nacional sobre a pandemia no sábado. "A característica dessa variante é que ela se espalha rapidamente no ar. A concentração do vírus no fluído da garganta aumenta rapidamente e espalha-se com muita força para o ambiente ao redor", acrescentou.

O ministro não especificou o número de casos registados com esta nova variante, mas admitiu que o Vietname em breve anunciará a descoberta no mapa mundial de variações genéticas do vírus.

O Vietname está a lutar com novos surtos em mais de metade do território, incluindo em zonas industriais e grandes cidades como Hanói e Ho Chi Minh City. E maisd e 6700 casos, incluindo 47 mortes, foram registada no país.

O país, gerido por um governo comunista, recebeu aplausos generalizados pela sua resposta agressiva contra a pandemia, com quarentenas em massa e rastreamento de contactos, ajudando a manter as taxas de infeção relativamente baixas.

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