Desde o Natal que não havia tão poucas pessoas internadas: 2767

Há menos 245 pessoas internadas, 2767 nas últimas 24 horas. É preciso recuar ao dia de Natal para ver um número mais baixo, 2754, e até 28 de novembro nas mortes, 50.

Portugal desceu abaixo dos três mil doentes internados com a covid-19, o que não acontecia desde 2 de janeiro. Com um totalizando de 2767 internamentos devido à doença, o país recua aos registos do dia de Natal, quando eram 2754.

Há 567 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos 30 de terça para quarta-feira, o mesmo número que a 11 de janeiro.

Nas últimas 24 horas, mais 50 mortes e 1480 novos casos da doença, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (24 de fevereiro).

As pessoas que morreram vítimas da doença têm diminuído consistentemente. Os 50 óbitos são o número mais baixo desde 8 de novembro, dia em que morreram 48 pessoas

O número de novos casos supera o de terça-feira, mas os registos de novos infetados são sempre inferiores à segunda e à terça-feira, já que há laboratórios que não trabalham no fim de semana.

Os números que não dependem dos dias da semana são os internamentos e as pessoas em unidades de cuidados intensivos, situações que têm, em geral, um desfasamento de duas semanas em relação ao início do contágio, segundo os peritos.

Esta quarta-feira, há menos 245 pessoas internadas com SARS-CoV-2 e menos 30 em UCI. Registaram-se mais 50 óbitos, subindo para 16 086 as vítimas mortais da doença.

Também esta quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, admitiu que o atraso da farmacêutica AstraZeneca na entrega à União Europeia de doses da vacina, para menos de metade do que estava previsto, segundo a Reuters, naturalmente "obriga a recalendarizações" do plano de vacinação em Portugal.

As declarações de Santos Silva aconteceram durante a conferência de imprensa em que foi anunciado que Portugal vai destinar um milhão de vacinas contra a covid-19 aos PALOP e a Timor-Leste. As doses deverão começar a chegar aos países no segundo semestre de 2021, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Ainda sobre a falta de vacinas, o responsável pelo plano de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo afirmou hoje, em audição no Parlamento por videoconferência: "Temos que estar abertos a que se tenha de fazer um novo plano porque o dinamismo da situação obriga a isso".

Disse ainda que "não há nenhum constrangimento" em fazer-se um novo plano de vacinação. Referiu, no entanto, que não se tem de fazer um novo sempre que existe uma alteração.

O plano de vacinação "é dinâmico" e adapta-se à mudança, justificou.

Enfermeiros dos centros de saúde podem ser desviados para centros de vacinação

Aos deputados, Gouveia e Melo revelou ainda que os enfermeiros dos centros de saúde podem ser desviados para centros de vacinação rápida contra a covid-19 a partir de abril, de modo a que seja possível atingir a meta de vacinar 100 mil pessoas por dia.

"Temos de estender para 100 mil por dia num prazo relativamente curto, em abril. Nesse sentido, já fizemos um conjunto de iniciativas para preparar os postos de vacinação rápida, que vão acrescentar 30 a 40 mil vacinas por dia. E se for necessário, recorrer também às farmácias. Não há constrangimento de qualquer ordem em recorrer às farmácias", garantiu.

A nível mundial, e no que aos dados da pandemia diz respeito, pelo menos 2 486 116 morreram devido à covid-19, segundo o balanço diário da AFP.

Mais de 112 079 230 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, refere a agência francesa, com base em fontes oficiais. Até hoje, pelo menos 67 803 500 pessoas foram consideradas curadas de covid-19.

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