Mais 5 mortes e 424 novos casos de covid-19 em Portugal

Número de novas transmissões duplica em relação à véspera, mas por cada nova infeção há mais de duas pessoas a ficarem recuperadas.

Portugal registou 5 mortes e 424 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira.

Lisboa e Vale do Tejo voltou a ter o maior número de novas transmissões no país, passando das 56 da véspera para 153. Também aqui foram declarados 3 dos 5 óbitos. No Norte há mais 129 casos e uma morte, e desta vez o Alentejo registou mais infeções (41) do que o Centro (34), região em que se contabilizou o outro óbito.

O boletim diário mostra ainda 429 internados, menos 25 do que no boletim anterior, dos quais 113 estão em cuidados intensivos (mais um paciente). Há atualmente 24.576 casos ativos no país, menos 483 do que na véspera.

No total, 831.645 portugueses foram infetados com o novo coronavírus, tendo 790.118 recuperado e 16.951 morrido.

Portugal deve atingir hoje dois milhões com a primeira dose

Portugal deve atingir nesta terça-feira a marca dos dois milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose de vacina contra a covid-19, adiantou na segunda-feira a 'task force' responsável pelo plano de vacinação.

"Estima-se que, até dia 20 de abril, se conseguirá atingir os dois milhões de pessoas vacinadas pelo menos com uma dose", pode ler-se numa nota de imprensa enviada pela 'task force' liderada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, na qual são também evidenciados os mais de 2,5 milhões de vacinas já administradas na população.

De acordo com os últimos números disponíveis, até às 23:59 de domingo tinham sido inoculadas com a primeira dose 1.933.854 pessoas, das quais 652.874 já tinham também recebido a segunda dose, perfazendo, assim, um total de 2.586.728 inoculações.

Nenhuma doença alérgica contraindica de forma absoluta toma da vacina

As vacinas contra a covid-19 atualmente em uso em Portugal podem ser administradas a pessoas com doença alérgica, embora alguns doentes devam fazer a toma sob vigilância em contexto hospitalar, alertaram nesta terça-feira especialistas da área Imunoalergologia.

"Não existe atualmente nenhuma contraindicação absoluta [para a toma das vacinas contra a covid-19 no que se refere a doença alérgica]", disse à Lusa a médica imunoalergologista Ana Reis Ferreira.

A especialista, que é responsável pela triagem dos pedidos de consulta de Imunoalergologia para vacinação covid-19 no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), contrariou, assim, algumas ideias feitas sobre a toma da vacina contra a covid-19.

Esta convicção é partilhada por Patrícia Barreira, médica da consulta especifica de fármacos do mesmo hospital, e por Susana Cadinha, diretora de serviço de Imunoalergologia do CHVNG/E que, numa resposta escrita enviada à Lusa, referem que "atualmente, nenhuma doença alérgica contraindica de forma absoluta a toma da vacina contra a covid-19".

No entanto, as especialistas alertam que "alguns doentes deverão ser encaminhados para a consulta de Imunoalergologia para avaliação do risco e eventual administração da vacina sob vigilância, em meio hospitalar" caso manifestem determinados antecedentes.

Marcelo destaca reuniões do Infarmed

O Presidente da República considera que as reuniões do Infarmed, que juntam especialistas, líderes políticos e parceiros sociais, são realizadas "num quadro político e institucional sem paralelo em qualquer outra experiência externa".

Numa entrevista que simbolicamente concedeu à publicação Infarmed Notícias, disponível esta terça-feira no 'site' da Autoridade Nacional do Medicamento, a propósito da passagem de um ano sobre as "reuniões no Infarmed", dia 24 de março, Marcelo Rebelo de Sousa salientou a importância destes encontros, onde é debatida a situação epidemiológica da pandemia de covid-19 em Portugal.

"Estas reuniões tiveram, e ainda têm, a mais-valia de concitar saberes e leituras de especialistas de variadas áreas, num mesmo momento de exposição e reflexão", e de reunir o chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro e mais governantes, líderes partidários e parlamentares e parceiros económicos e sociais, "num quadro político e institucional sem paralelo em qualquer outra experiência externa", salienta.

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