Número de internados volta a aumentar. R(t) e incidência a subir

Há mais 21 pessoas internadas devido à covid-19. São, agora, 290. Deste total, 59 estão em unidades de cuidados intensivos (mais sete), diz o relatório diário da DGS. Foram registados mais 313 casos e cinco mortes.

Portugal confirmou, em 24 horas, 313 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Registaram-se mais cinco mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta segunda-feira (25 de outubro).

Os dados sobre a situação dos hospitais portugueses indicam que o número de internados subiu para 290 (mais 21 face ao reportado no domingo), dos quais 59 (mais sete doentes) estão em unidades de cuidados intensivos.

Em dia de atualização dos valores da matriz de risco, os dados mostram que o índice de transmissibilidade, R(t), subiu de 1,02 para 1,06, a nível nacional e em território continental.

Regista-se também um aumento na taxa de incidência a 14 dias, que passou de 86,1 para 92,4 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Já no continente, a incidência é agora de 92,8 infeções por 100 mil habitantes (era de 86,5).

Os cinco óbitos, reportados em 24 horas, ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (dois), na região Centro (um), Algarve (um) e na região autónoma dos Açores (um). Todas as vítimas mortais tinham mais de 80 anos.

Já em relação à distribuição geográfica dos novos casos, a região da capital continua a registar o maior número diário de infeções (118), seguida do Norte (90).

Verificam-se mais 46 casos no Centro, 24 no Algarve e quatro no Alentejo. Foram também confirmados mais 20 infeções na Madeira e 11 nos Açores.

Há mais 284 casos de pessoas que recuperaram da doença, totalizando 1 035 977 desde o início da pandemia. Deste modo, o número de casos ativos de covid-19 sobe para 31 336 (mais 24).

Com esta nova atualização, Portugal registou, no total, 1 085 451 casos da infeção por SARS-CoV-2 e 18 138 óbitos.

Relatório da DGS indica ainda que há mais 321 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 21 124.

"Se for preciso fazer reforço de vacinas a mais idades e outros grupos sociais, faremos", diz diretora-geral da Saúde

E numa altura em que se sabe que uma nova subvariante da Delta, a AY.4.2 está a ter grande impacto epidemiológico, levando alguns países de novo ao confinamento, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, fez um balanço da pandemia ao DN. E diz que, do ponto de vista do vírus, "ainda há muito para saber e em aberto".

"Se for preciso fazer reforço de vacinas a mais idades e outros grupos sociais, faremos", admitiu a responsável pela DGS.

Neste momento, diz, "já estamos a fazer o reforço da população com mais de 80 anos e depois vamos fazer o reforço de todos os maiores de 65 anos, porque já se percebeu que são os mais frágeis e que têm uma perda de imunidade após a vacinação e ao longo do tempo".

Ao DN, Graça Freitas disse ser ainda prematuro dizer que todos nós, jovens e adultos, vamos receber um reforço vacinal. "Não sabemos se vamos ter de fazer reforços a toda a população, se vão ser reforços anuais, quinquenais, de dez em dez anos. A ciência ainda não nos indicou isso", justificou.

Cientistas suíços descobrem como evitar que coronavírus infete outras células

E no que se refere aos avanços da ciência, soube-se esta segunda-feira que uma equipa de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, descobriu um método para evitar que o coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, infete outras células.

A descoberta que pode ser crucial para futuros tratamentos contra a doença foi publicada na revista especializada "Developmental Cell".

Os especialistas descobriram como é que certas enzimas transformam ácidos gordos num dos componentes mais importantes do coronavírus SARS-CoV-2, a proteína spike, que é fundamental no processo de infeção de outras células.

Assim, os medicamentos que consigam modificar os ácidos gordos "evitam de forma eficaz que o SARS-CoV-2 infete outras células", destaca a escola suíça, em comunicado, realçando que a descoberta também se pode aplicar a outros vírus, como os da gripe ou do herpes.

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