Internados voltam a aumentar em dia com 11 mortes e 2907 casos

Há agora 833 pessoas internadas devido à covid-19, 116 em UCI. Região Norte ultrapassa Lisboa nos novos casos e há mais 330 infeções de crianças até aos nove anos.

Na véspera do regresso à situação de calamidade, Portugal registou 2907 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. A registar ainda 11 mortes associadas à infeção, indica o relatório desta terça-feira (30 de novembro).

O número de novas infeções aumentou face aos casos reportados na segunda-feira (1635) e com um indicador preocupante. Se às segundas feiras os números descem por não haver testagem em massa aos domingos, às terças-feiras os valores sobem e costumam servir de barómetro para a semana. E esta terça-feira foram reportados 2907 novos casos de covid-19, o número mais alto a uma terça-feira desde 5 de fevereiro (5540).

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos continua a ser aquela que mais regista novos casos (476), sem esquecer que há 330 infeções de crianças até aos nove anos.

A região Norte foi a que reportou mais novos casos (964), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (921) e região Centro (629). O Alentejo tem hoje mais 103 infeções do que na véspera e o Algarve mais 166. Nas regiões autónomas foram registados mais 22 caso nos Açores e mais 102 na Madeira.

Das 11 mortes registadas, cinco forma na região de Lisboa e Vale do Tejo, duas no Centro, mais duas no Algarve, uma no Norte e uma no Alentejo.

No que se refere à situação nos hospitais, o número de internados mais do que duplicou nos últimos 20 dias. Há agora 833 internados (mais 24 do que na véspera), 116 (mais 5 do que os reportados na segunda-feira) dos quais em unidades de cuidados intensivos.

A incidência a nível nacional mantém-se nos 325,9 casos por 100 000 habitantes (era de 279,8 na semana passada). No continente, o valor é de 327,5 casos (na sexta-feira era de 280,2). O R(t) está agora em 1,17 nacional e 1,18 no continente.

Cuidados Intensivos. Comissão pede ação imediata para evitar que "bomba nos caia de novo nas mãos"

A tendência de crescimento de casos de covid-19 em Portugal não está a atenuar. A incidência da doença subiu na segunda-feira para os 325,9 casos por 100 mil habitantes a nível nacional. Nos hospitais, estão mais de 800 pessoas internadas, nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) estão mais de 100 doentes. O relatório de monitorização das linhas vermelhas, publicado na sexta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), já alertava para um aumento de 12% de doentes em UCI em relação à semana anterior.

Para o coordenador da Comissão da Resposta Nacional em Medicina Intensiva (CARNMI) a subida do número de casos voltou a ser uma preocupação, tal como as previsões para os próximos tempos. Ao DN, João Gouveia diz que "há previsões que indicam que podemos chegar até aos 400 internamentos no mês de fevereiro". Por isso, alerta: "É necessário que os hospitais se comecem a preparar para essa altura, para que tenham todas as camas de medicina intensiva abertas. Se não, a consequência é rebentar-nos outra vez uma bomba na mão. E à 5.ª vaga da doença não podemos continuar a cometer os mesmos erros, queremos acreditar que se aprendeu alguma coisa".

Suíça exige teste negativo e quarentena a viajantes de Portugal

Já esta terça-feira, as autoridades suíças anunciaram a inclusão de Portugal na lista de países com variantes "de preocupação", como a Ómicron.

A Suíça passou, assim, a exigir teste negativo e quarentena a todos os cidadãos que viajem de Portugal, mesmo vacinados ou recuperados da covid-19, por causa da presença em território português da variante Ómicron.

A inclusão de Portugal, pelas autoridades de saúde suíças, na lista de países com variantes "de preocupação", como a Ómicron, conta a partir de hoje, um dia depois de Portugal ter confirmado a existência de 13 casos desta variante do coronavírus em território nacional.

De acordo com as regras definidas pelas autoridades suíças, à chegada ao país, qualquer pessoa proveniente desta lista de países e que tenha mais de 16 anos deve apresentar teste negativo (rápido antigénio ou PCR), mesmo que esteja vacinada ou tenham recuperado da covid-19.

O teste PCR ou antigénio deve ser repetido entre o 4.º e o 7.º dia em território suíço, segundo as autoridades. Todos, mesmo as crianças, devem ainda preencher um formulário de entrada e completar uma quarentena de 10 dias. A regra também se aplica aos recuperados e vacinados.

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