Internamentos em queda em dia com 15 mortes

Dados da DGS indicam que há mais 2552 casos de covid-19 e estão agora 670 doentes internados (menos 18), dos quais 150 em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

Foram confirmados 2552 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas (menos 510 em relação a quarta-feira), de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Morreram mais 15 pessoas devido à infeção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta quinta-feira (26 de agosto).

Mantém-se a tendência de queda no número de hospitalizações. Estão agora 670 doentes com covid-19 internados (menos 18 face ao reportado na quarta-feira). Nas unidades de cuidados intensivos estão mais seis pessoas, sendo 150 no total.

O Norte, com 899 casos, e Lisboa e Vale do Tejo, com 819, continuam a concentrar o maior número diário de infeções.

DGS indica mais 390 casos no Centro, 235 no Algarve, 177 no Alentejo, 16 na Madeira e 16 nos Açores.

A região da capital tem o maior registo diário de óbitos associados à covid-19 (sete), sendo que as restantes mortes ocorreram no Norte (três), no Centro (três) e no Algarve (dois).

No que se refere à idade das vítimas, 10 tinham mais de 80 anos e dois tinham entre os 70 e os 79 anos. Verificado um óbito na faixa etária entre os 60 e os 69 anos e dois no grupo etário entre os 50 e os 59 anos.

Mais de dois mil recuperados em 24 horas

Em 24 horas, foram registados mais 2119 casos de pessoas que recuperaram da doença, totalizando agora 965 324.

Portugal contabiliza, desde o início da pandemia, 1028 421 diagnósticos de covid-19 e 17 689 óbitos.

Perante esta nova atualização, o número de casos ativos de covid-19 sobe para 45 408 (mais 418 face ao dia anterior)​​​​​​, indica ainda a DGS.​

O relatório diário refere também que há menos 91 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 46 610.

Terceira dose da vacina pode ser administrada a dois grupos distintos da população, diz DGS

Dados atualizados numa altura em que Portugal tem mais de 80% da população vacinada, esperando-se que na próxima semana o país atinja os 85% no que se refere às primeiras doses.

E à medida que se aproxima um novo ano letivo (agendado para a semana de 14 a 17), voltam as preocupações com a qualidade do ar nas salas de aula. Ouvido pelo DN, especialista em qualidade ambiental nos edifícios defende a medição de níveis de CO2 nas escolas. Máscaras e sistema de bolha devem continuar.

Já sobre as regras de isolamento nas escolas, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já fez saber que as normas serão revistas perto do início das aulas.

Entretanto, está a ser analisada a possibilidade de uma terceira dose da vacina para os grupos mais vulneráveis da população. Caso venha a ser aprovada pela DGS, este reforço será administrado a cerca de 100 mil pessoas, de acordo com a estimativa do coordenador da task force de vacinação, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

A administração de uma terceira dose de vacina contra a covid-19 pode vir a ser administrada a dois grupos distintos da população, admitiu na quarta-feira a diretora-geral da Saúde.

"A questão da terceira dose tem duas componentes: para os imunosuprimidos é uma outra oportunidade de ficarem imunizados; para as pessoas que tiveram a sua vacinação, mas porque são velhos, doentes ou terem outra condição que não os deixou duradouramente protegidos, está a ser equacionado um reforço. São estes estudos que estão a ser feitos e que têm muito a ver com a duração da imunidade", afirmou no programa Casa Feliz, da SIC.

Pfizer solicita autorização para dose de reforço da sua vacina

A Pfizer fez saber, aliás, que solicitou autorização à reguladora do medicamento nos EUA para a aplicação de uma terceira dose da sua vacina para pessoas com 16 ou mais anos. Um processo que deu entrada na Food Drug Administration (FDA) e que deverá estar terminado até ao final da semana, segundo a farmacêutica.

No início do mês, a FDA disse que as pessoas que tenham recebido transplantes ou outras com sistemas imunitários enfraquecidos podem receber uma dose extra da vacina da Pfizer ou da Moderna.

Este reforço na vacinação contra a infeção já suscitou críticas dos cientistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) que salientaram que os países pobres ainda nem têm vacinas suficientes para a sua primeira ronda de vacinação.

"É tecnicamente errado e errado do ponto de vista moral", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu.

Japão suspendeu 1,63 milhões de doses da Moderna

Ainda no que se refere à vacinação, o Japão suspendeu esta quinta-feira a utilização de 1,63 milhões de doses da vacina da farmacêutica norte-americana Moderna contra a covid-19, depois de encontradas impurezas em três lotes distribuídos no país.

O grupo farmacêutico japonês Takeda, importador e distribuidor no país da vacina da Moderna, declarou ter recebido "informações de vários centros de vacinação, de acordo com os quais corpos estranhos foram descobertos em embalagens de vacina selados e de lotes específicos", de acordo com um comunicado.

"Depois de consultas com o Ministério da Saúde [japonês], decidimos suspender a utilização da vacina" daqueles lotes, a partir de hoje, acrescentou o grupo, que pediu um "inquérito urgente" à Moderna.

Em relação aos dados sobre a pandemia a nível global, a infeção pelo novo coronavírus já matou pelo menos 4 461 431 pessoas em todo o mundo, segundo o balanço desta quinta-feira da agência de notícias AFP, feito com base em fontes oficiais.

Mais de 213 795 270 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde que foram detetados os primeiros casos da doença em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

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