Mais 11 mortes por covid-19, o número mais alto em uma semana

Os hospitais portugueses têm agora 538 doentes com covid-19 internados, indica a Direção-Geral da Saúde. Há mais dois internados em UCI. O índice de transmissibilidade R(t) não se alterou desde ontem, mantendo-se dos 0,94 em todo o país.

Registaram-se em Portugal mais 592 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, indica a Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta quinta-feira (1 de abril) dá também conta de mais 11 mortes por covid-19.

O índice de transmissibilidade R(t) não se alterou desde ontem, mantendo-se dos 0,94 em todo o país.

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte continuam a ser as que têm maior incidência de casos e de vítimas mortais: mais seis mortes e mais 267 casos e mais quatro óbitos e mais 150 casos, respetivamente.

Os dados da autoridade de saúde mostram que nos hospitais portugueses há agora 598 doentes, dos quais 129 estão em unidades de cuidados intensivos, mais dois que ontem.

No total, desde o início da pandemia, o país contabiliza 822 314 diagnósticos da doença e 16 859 óbitos.

Segundo a DGS, estão nesta quinta-feira 26 543 pessoas infetadas com covid-19 e recuperaram mais 702 (de um total de 778 912 que já se curaram também).

As mulheres continuam a ser mais infetadas (449 470 desde o início da pandemia) do que os homens (372 558) mas são estes que morrem mais (8849) do que elas (8 010).

Números que dão conta da atual situação epidemiológica em Portugal divulgados no mesmo dia em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou os dados sobre a mortalidade.

Mortes atribuídas à covid-19 continuaram a descer em março

Entre 8 e 21 de março, a mortalidade em Portugal continuou abaixo da média para o mesmo período nos últimos cinco anos, com os óbitos atribuídos à covid-19 a decrescerem.

Segundo dados do INE, entre 8 e 14 de março morreram 2128 pessoas e entre 15 e 21 de março morreram 2091 pessoas, menos 9,2 por cento e menos 8,5%, respetivamente, do que a média das mesmas semanas entre 2015 e 2019.

Na primeira semana, 6,1% das mortes foram atribuídas à covid-19, número que desceu para 4,3% na semana seguinte.

Esta quinta-feira também é marcada pela reunião do Conselho de Ministros que irá decidir se o país passa ou não para a segunda fase do plano de desconfinamento, prevista começar a 5 de abril, na próxima segunda-feira.

O que está em causa são mais decisões sobre escolas (retomar agora o ensino presencial do 5º ao 9º ano) e a reabertura das esplanadas, nomeadamente. Mas também a reabertura dos museus e também de feiras e mercados (aqui por decisão das câmaras).

Ao anunciar o plano de desconfinamento, o primeiro-ministro revelou também que o Governo se passaria a guiar por um novo índice a que chamou "matriz de risco". Combina o R(t) - Índice de Transmissão, ou seja, quantas pessoas são contagiadas por um infetado - e a incidência pandémica (casos de infeção por cem mil habitantes).

OMS pede novas restrições na Europa

E enquanto Portugal analisa novas regras para o desconfinamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que são necessárias novas restrições na Europa para combater pandemia. Isto porque foram registados, na semana passada, 1,6 milhão de novos casos e quase 24 mil mortes no continente, em comparação com menos de um milhão de há cinco semanas, indicam os dados da agência de saúde das Nações Unidas.

O crescente número de casos de infeção pelo SARS-CoV-2, o avanço da variante britânica e o aumento da mobilidade devido à Páscoa estão a deixar apreensivos os responsáveis da OMS.

"A situação na região é agora mais preocupante do que vimos em vários meses", disse a diretora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan.

Numa nota, a OMS Europa também considerou "inaceitavelmente" lento o ritmo da campanha de vacinação no continente.

Segundo o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, "agora não é hora de relaxar".

Pandemia é responsável por mais de 2,81 milhões de mortes em todo o mundo

"Não podemos ignorar o perigo. Todos temos que fazer sacrifícios, não podemos permitir que a exaustão nos derrote. Devemos continuar a conter o vírus", enfatizou.

Pelo menos 2 816 908 pessoas morreram desde que os primeiros casos de covid-19 foram detetados na China em dezembro de 2019, segundo a AFP.

No total, foram registados pelo menos 128 851 200 diagnósticos de infeção pelo SARS-CoV-2, ainda de acordo com o balanço feito pela agência de notícias, com base em fontes oficiais.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG