Lisboa paga 15 mil euros a cada marcha que não desfila e dois mil a quem não tem arraial

A Câmara Municipal de Lisboa confirmou que não autoriza a realização de arraiais devido à pandemia. E anuncia compensações financeiras.

A Câmara Municipal de Lisboa vai dar um apoio financeiro às coletividades e outras entidades que não vão poder fazer os arraiais dos Santos Populares este ano.

Em comunicado divulgado ao início da tarde desta terça-feira (1 de junho), a autarquia liderada por Fernando Medina justificou a proibição dos arraiais com a situação sanitária em Portugal e como facto de serem necessários "cuidados dificilmente compatíveis com a realização de festividades que juntam um número de pessoas sem paralelo com qualquer evento na cidade, num registo distendido e menos propício à observação de regras de segurança sanitária" [de acordo com os dados desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde devido à covid-19 já morreram em Portugal 17 025 e estão atualmente infectados 22 700 pessoas].

Explicando que este é o segundo ano em que tal proibição vigora, a câmara salienta que vai "apoiar as entidades promotoras dos arraiais populares que habitualmente eram licenciados com um montante de 2000 euros/cada. Uma medida que se junta ao apoio concedido às coletividades participantes no concurso das Marchas Populares (15 mil euros/cada)".

O documento termina com um terceiro ponto onde é garantido que devid ao facto de se manter a limitação de horários será concedido a partir desta quarta-feira (2 de junho) "uma terceira tranche dos apoios a fundo perdido aos setores da restauração e comércio (Programa Lisboa Protege). Este novo pacote de apoios a fundo perdido, orçado em 13 milhões de euros, vem juntar-se aos 26 milhões de euros já concedidos pela CML desde o lançamento do programa, em novembro de 2020".

Termina o comunicado com os desejos que em "junho de 2022 será seguramente diferente".

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