Linhas vermelhas: incidência é maior no grupo etário entre os 30 e 35 anos

Com o índice de transmissibilidade abaixo do 1 em quase todo o território, as previsões do INSA e da DGS apontam para tendência decrescente da taxa de incidência em Portugal, que pode baixar para os 60 casos por 100 mil habitantes nos próximos um a dois meses

O novo relatório de monitorização das linhas vermelhas da covid-19, divulgado esta sexta-feira (23), inverte as estimativas da semana anterior e aponta agora para uma redução da taxa de incidência em Portugal até aos 60 casos por 100 mil habitantes, dentro de um a dois meses.

Uma melhoria assinalável face às projeções da semana anterior, que apontava, no mesmo período de tempo, para uma possível escalada até aos 120 casos por 100 mil habitantes - um nível de alerta no plano de desconfinamento.

A evolução favorável desta estimativa acompanha, naturalmente, a evolução favorável do índice de transmissibilidade - Rt -, que apresenta agora valores inferiores a 1 a nível nacional (0,98) e nas várias regiões de saúde do continente, com exceção da região Norte (1,07), refere o relatório divulgado.

"O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 74 novos casos, com tendência estável a nível nacional", destaca ainda a nota.

Risco mais controlado acima dos 85 anos

Entre os vários grupos etários, a incidência mais elevada observou-se entre os 30 a 35 anos (com 122 casos por 100 000 habitantes), enquanto a incidência mais baixa se observou no grupo etário com 85 anos (apenas 36 casos por 100 000 habitantes), "o que reflete um risco de infeção muito inferior ao risco da população em geral", sublinha o relatório, e refletirá já o êxito da vacinação nos mais idosos.

Outros destaques do relatório:

- O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revela atualmente uma tendência ligeiramente decrescente a estável, encontrando-se abaixo do valor crítico definido (245 camas ocupadas).

- A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,3%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos 7 dias.

- A proporção de casos confirmados notificados com atraso mantém a tendência decrescente.

- Nos últimos 7 dias, todos os casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 89,3% dos seus contactos.

- Com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em março, estima-se que a prevalência de casos de infeção em Portugal pela variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) seja, naquele período, de 82,9%. Os dados de sequenciação relativos a abril serão disponibilizados dentro de dias.

- Foram identificados 54 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul), cuja prevalência estimada em março, com base na sequenciação, foi de 2,5%.

- Foram confirmados 29 casos da variante P.1 (associada a Manaus, Brasil), cuja prevalência estimada em março foi de 0,4%.

- A análise global dos diversos indicadores sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde.

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