Lares sem limite de visitas e discotecas reabertas na Madeira a partir de sexta-feira

A revelação foi feita por Miguel Albuquerque, acrescentando que o uso de máscara no exterior também vai deixar de ser obrigatório.

As discotecas podem reabrir na Madeira para clientes vacinados ou recuperados da covid-19 e terminam as restrições ao número de visitas nos lares, a partir de sexta-feira, anunciou esta quarta-feira o Governo Regional.

Na terça-feira, o líder do executivo indicou que as medidas mais restritivas de combate à pandemia seriam aligeiradas a partir das 00.00 horas de sexta-feira, sem, no entanto, indicar quais.

Questionado sobre o assunto à margem de uma visita a uma loja nos arredores do Funchal, Miguel Albuquerque anunciou que os espaços de animação noturna vão poder reabrir para "vacinados e recuperados" da doença.

Nos eventos em espaços interiores com a presença de mais de 100 pessoas, acrescentou, "é obrigatória a testagem antigénio", acontecendo o mesmo em iniciativas no exterior com mais de 500 pessoas.

Também vão cair as restrições ao número de visitas nos lares, mantendo-se, no entanto, a obrigatoriedade de realização de teste antigénio.

Sobre o uso de máscara, Miguel Albuquerque indicou que "o que vai mudar é no exterior", deixando de vigorar a "recomendação imperativa, com exceção dos locais onde não é possível manter distanciamento".

Contudo, indicou que as autoridades regionais recomendam que "as pessoas idosas e com outras patologias continuem a usar as máscaras para sua proteção".

"Nos espaços interiores continua a ser obrigatório uso de máscara", sublinhou.

Outra das deliberações que deverão ser tomadas na quinta-feira na reunião semanal do Conselho do Governo Regional prende-se com a operação de rastreio aos passageiros no Aeroporto da Madeira.

"Não vamos desmontar o aparato todo [no Aeroporto da Madeira] porque temos de continuar a fazer 'check-up', mas vamos adaptar à situação", disse.

Até 01 de novembro continuam em vigor os contratos celebrados com os laboratórios de Lisboa e Porto para a realização de testes PCR, sendo a partir daquela data exigido apenas teste antigénio.

O presidente do Governo Regional argumentou que o aligeirar das medidas é uma decisão baseada na redução do número de infetados e no facto de ser "residual" o número de pessoas hospitalizadas nas unidades dedicadas à doença.

Na terça-feira, segundo os dados divulgados pela Direção Regional de Saúde (DRS), foram sinalizados 11 novos casos na Madeira, havendo 76 situações ativas e oito pessoas internadas no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, uma delas na unidade de cuidados intensivos.

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